{"id":35,"date":"2019-07-24T22:11:25","date_gmt":"2019-07-24T22:11:25","guid":{"rendered":"https:\/\/amyris-fernandez.com\/?p=35"},"modified":"2019-07-24T22:11:25","modified_gmt":"2019-07-24T22:11:25","slug":"pesquisa-etnografica-e-analise-contextual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uxchange.com.br\/pesquisa-etnografica-e-analise-contextual\/","title":{"rendered":"Pesquisa Etnogr\u00e1fica e An\u00e1lise Contextual"},"content":{"rendered":"\n

Sou\ndessas pessoas que gosta de conceitos claros e saber o que est\u00e1 fazendo, inclusive\no nome correto das t\u00e9cnicas que utilizo no meu trabalho.   <\/p>\n\n\n\n

Pois bem,\ntemos popularizado a Pesquisa Etnogr\u00e1fica para dar o pontap\u00e9 inicial dos\nprojetos de UX sempre que queremos informa\u00e7\u00f5es mais profundas e verdadeiras dos\nnossos potenciais usu\u00e1rios do produto em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Por essa\nraz\u00e3o, vale olhar dois m\u00e9todos que possuem dois nomes bem diferentes e\ncompartilham t\u00e9cnicas:  Etnografia e Contextual Inquiry.<\/p>\n\n\n\n

O que \u00e9 Etnografia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

A\netnografia tem uma longa hist\u00f3ria no campo da antropologia cultural, come\u00e7ando\ncom o trabalho de campo de estudiosos not\u00e1veis \u200b\u200bcomo Margaret Mead, Bronislaw\nMalinoski e Clifford Geertz. <\/p>\n\n\n\n

Como\nm\u00e9todo de pesquisa qualitativa, a etnografia busca descrever e compreender\noutro modo de vida, mas o ponto de vista \u00e9 do nativo e n\u00e3o do pesquisador.\nSegundo Malinowski, o objetivo da etnografia \u00e9 \u201ccompreender o ponto de vista do\nnativo, sua rela\u00e7\u00e3o com a vida, sua vis\u00e3o de seu mundo\u201d (1922). <\/p>\n\n\n\n

Spradley\ndiz que \u201ca etnografia nos oferece a oportunidade de sair de nossas estreitas\norigens culturais, deixar de lado nosso etnocentrismo socialmente herdado,\nmesmo que por um breve per\u00edodo, e apreender o mundo do ponto de vista de outros\nseres humanos que vivem por diferentes sistemas de significa\u00e7\u00e3o \u201d(1979).<\/p>\n\n\n\n

Em outras\npalavras, a etnografia est\u00e1 preocupada com o significado de a\u00e7\u00f5es e eventos\npara as pessoas que buscamos entender. Na etnografia, em vez de manipular\nvari\u00e1veis \u200b\u200bou partir de uma hip\u00f3tese de pesquisa, tanto as perguntas quanto as\nrespostas devem ser descobertas no ambiente social em estudo. <\/p>\n\n\n\n

Como \u00e9 feita a Pesquisa Etnogr\u00e1fica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

O\ntrabalho de campo etnogr\u00e1fico geralmente envolve: a realiza\u00e7\u00e3o de\nobserva\u00e7\u00e3o, entrevistas com informantes, anota\u00e7\u00f5es, elabora\u00e7\u00e3o de mapas, coleta\nde hist\u00f3rias de vida, an\u00e1lise de folclore, mapeamento de parentesco, manuten\u00e7\u00e3o\nde di\u00e1rio, captura de \u00e1udio e v\u00eddeo, coleta de materiais e documentos relevantes,\nmanuten\u00e7\u00e3o de di\u00e1rio de campo e obten\u00e7\u00e3o de fotografias. <\/strong><\/p>\n\n\n\n

Esse\ntrabalho de pesquisa tem por caracter\u00edstica a n\u00e3o interfer\u00eancia do pesquisador\nno ambiente.<\/strong> Ele\nobserva e procura participar das atividades, para entender como as coisas\nfuncionam e, principalmente, sentir o que o outro sente ao viver daquela forma.\nTalvez uma das caracter\u00edsticas mais importantes da etnografia seja que a\npesquisa gera dados melhores quando realizada de forma cont\u00ednua, o que\nsignifica que uma pesquisa pode durar anos a fio!<\/p>\n\n\n\n

O que \u00e9 Contextual Inquiry ou An\u00e1lise de Contexto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

A\npesquisa contextual foi primeiramente referenciada como um “m\u00e9todo de\npesquisa fenomenol\u00f3gica” em um artigo de Whiteside, Bennet e Holtzblatt em\n1988. Este trabalho apresenta a justificativa para o uso de m\u00e9todos de pesquisa\nqualitativa em design de produtos ou servi\u00e7os digitais. Foi primeiramente\ndescrito como um m\u00e9todo em si mesmo por Wixon, Holtzblatt e Knox em 1990, onde\ncompara\u00e7\u00f5es com outros m\u00e9todos de pesquisa s\u00e3o oferecidas. <\/p>\n\n\n\n

Como \u00e9 feita a An\u00e1lise de Contexto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

A An\u00e1lise\nde Contexto \u00e9 uma entrevista individual, onde o pesquisador observa o usu\u00e1rio\ndurante suas atividades normais e discute essas atividades com o\nentrevistado.  Gerlamente \u00e9 estruturada como uma intera\u00e7\u00e3o de at\u00e9 2 horas.<\/p>\n\n\n\n

A An\u00e1lise\nde Contexto<\/strong> define quatro princ\u00edpios para guiar a intera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n

Contexto <\/strong>– Entrevistas s\u00e3o realizadas no\nlocal de trabalho real do usu\u00e1rio. O pesquisador observa que os usu\u00e1rios\nrealizam suas pr\u00f3prias tarefas e discute os artefatos que geram ou usam com\neles. Al\u00e9m disso, o pesquisador re\u00fane releituras detalhadas de eventos passados\n\u200b\u200bespec\u00edficos quando eles s\u00e3o relevantes para o foco do projeto.<\/p>\n\n\n\n

Parceria<\/strong> – o usu\u00e1rio e o pesquisador\ncolaboram para entender o trabalho do usu\u00e1rio. A entrevista alterna entre\nobservar o usu\u00e1rio enquanto ele ou ela trabalha e discutir o que o usu\u00e1rio fez\ne por qu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

Interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong> – O pesquisador compartilha\ninterpreta\u00e7\u00f5es e percep\u00e7\u00f5es com o usu\u00e1rio durante a entrevista. O usu\u00e1rio pode\nexpandir ou corrigir o entendimento do pesquisador.<\/p>\n\n\n\n

Foco<\/strong> – O pesquisador direciona a\nintera\u00e7\u00e3o para t\u00f3picos que s\u00e3o relevantes para o escopo da equipe.<\/p>\n\n\n\n

Se\ntarefas espec\u00edficas s\u00e3o importantes, o usu\u00e1rio pode ser solicitado a realizar\nessas tarefas.<\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s uma\nentrevista, o m\u00e9todo define as sess\u00f5es de interpreta\u00e7\u00e3o como uma maneira de\nanalisar os dados. Em uma sess\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o, 3-8 membros da equipe se\nre\u00fanem para ouvir o pesquisador recontar a hist\u00f3ria da entrevista em ordem.\nComo a entrevista \u00e9 re-contada, a equipe adiciona insights individuais e fatos\ncomo notas. <\/p>\n\n\n\n

Eles\ntamb\u00e9m podem capturar representa\u00e7\u00f5es das atividades do usu\u00e1rio como modelos de\ntrabalho (definidos na metodologia de projeto Contextual). As notas podem ser\norganizadas usando um diagrama de afinidade. Muitas equipes usam os dados\ncontextuais para gerar personas detalhadas.<\/p>\n\n\n\n

Inqu\u00e9ritos\ncontextuais podem ser realizados para entender as necessidades de um mercado e\npara avaliar as oportunidades. Eles podem ser conduzidos para entender o\ntrabalho de fun\u00e7\u00f5es ou tarefas espec\u00edficas, para aprender as responsabilidades\ne a estrutura do papel. Ou eles podem ser focados em tarefas espec\u00edficas, para\naprender os detalhes necess\u00e1rios para apoiar essa tarefa.<\/p>\n\n\n\n

Mas afinal, eu uso Etnografia ou Pesquisa\nContextual?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Creio que\na natureza do projeto, tempo e dinheiro v\u00e3o determinar se voc\u00ea vai usar mais um\nm\u00e9todo ou outro.<\/p>\n\n\n\n

A maior\nriqueza do m\u00e9todo etnogr\u00e1fico \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o sem interfer\u00eancia.  Poder\nobservar pessoas e culturas, entender como elas agem no seu mundo, o que as\nmotiva traz informa\u00e7\u00f5es importantes para projetos de inova\u00e7\u00e3o.  Muitas\noportunidades de produtos, servi\u00e7os e inova\u00e7\u00e3o surgem do mero observar. \nSe o pesquisador mantiver essa postura, vai ficar extremamente mais f\u00e1cil\nperceber os pontos de fric\u00e7\u00e3o entre o desejado e a realidade e, eventualmente,\nas oportunidades de suprir esses gaps podem emergir.<\/p>\n\n\n\n

Na An\u00e1lise\nContextual<\/strong> o foco \u00e9 a tarefa e o seu contexto, seja ele social,\npol\u00edtico.  Por pedir a participa\u00e7\u00e3o ativa do entrevistado para avaliar\nsitua\u00e7\u00f5es ou tarefas, esse tipo de pesquisa pode confundir os entrevistadores\nmenos experientes. As avalia\u00e7\u00f5es da realidade vindas do entrevistado podem vir\ncom vieses pol\u00edticos que nem sempre s\u00e3o o retrato fiel da realidade, apenas\nrea\u00e7\u00f5es emocionais \u00e0s situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

Para ser\nrigorosa academicamente, nas minhas aulas, usamos um mix das t\u00e9cnicas.  O\nentender a cultura e o contexto n\u00e3o s\u00e3o longas jornadas de pesquisa, como\nacontece nas pesquisas etnogr\u00e1ficas dos antrop\u00f3logos, nem s\u00e3o t\u00e3o focadas na\ntarefa como na vis\u00e3o do usu\u00e1rio, como ocorre na An\u00e1lise Contextual. <\/p>\n\n\n\n

O que\nimporta mesmo \u00e9 obter informa\u00e7\u00f5es livres de julgamento, seja do entrevistador\nou do entrevistado!  Ent\u00e3o, vejamos como realizar a pesquisa (seja que\nnome tiver) e criar os question\u00e1rios filtro e de entrevista.<\/p>\n\n\n\n

Passos do Trabalho de Pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Em qualquer\npesquisa, independentemente do m\u00e9todo de pesquisa que voc\u00ea for usar,\npreocupe-se em: <\/p>\n\n\n\n

  1. Ter claro qual \u00e9 o problema\n do cliente<\/strong>:\n Entender como a cultura de um pa\u00eds ou grupo podem influenciar na aceita\u00e7\u00e3o\n do produto, explorar necessidades ou oportunidades n\u00e3o atendidas,\n situa\u00e7\u00f5es de contexto que impedem de apreciar o produto em quest\u00e3o. \n O que voc\u00ea est\u00e1 fazendo \u00e9 determinar de forma bem clara qual \u00e9 o objetivo\n principal e quais s\u00e3o os objetivos secund\u00e1rios.<\/li>
  2. Obter do seu cliente uma\n descri\u00e7\u00e3o do p\u00fablico-alvo que ele deseja para esse produto<\/strong>: \u00c9 importante ter em mente\n que essa descri\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas para orientar seu trabalho. Voc\u00ea perceber\u00e1 que\n o objetivo da pesquisa e a necessidade de falar com p\u00fablicos diferentes\n daqueles imaginados pelo cliente est\u00e3o diretamente ligados.<\/li>
  3. Saber de quanto tempo voc\u00ea\n disp\u00f5e para realizar a pesquisa e obter o resultado:<\/strong> Isso vai determinar a\n abordagem t\u00e9cnica que voc\u00ea dar\u00e1 ao trabalho de campo.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

    Como criar um question\u00e1rio filtro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    Considerando\nque a pesquisa tem um objetivo claro para todos os l\u00edderes do projeto, a\nsele\u00e7\u00e3o dos entrevistados deve estar alinhadas com esses objetivos. \nDigamos que o objetivo seja entender o que os atuais clientes pensam sobre um\ndeterminado tipo de consumo.  Nessa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel usar a base de\nclientes ativos nos \u00faltimos 6 meses ou um ano, que estejam na base h\u00e1 mais de\num ano, e que fa\u00e7am compras de um determinado valor, numa determinada\nfrequencia compat\u00edvel com o produto\/consumo em quest\u00e3o.  <\/p>\n\n\n\n

    Dependendo\ndos objetivos tra\u00e7ados, pode ser que seja necess\u00e1rio comparar com n\u00e3o clientes,\no que levar\u00e1 a fazer o recrutamento em um outro pool de poss\u00edveis\nentrevistados.<\/p>\n\n\n\n

    Os pools\nde potenciais entrevistados podem vir das bases de dados da pr\u00f3pria empresa ou\nde um pool externo.  Na minha experi\u00eancia, pedir para empresas de\nrecrutamento fazerem o recrutamento \u00e9 bastante arriscado, pois a remunera\u00e7\u00e3o\ndas mesmas vem de recrutar dentro das caracter\u00edsticas um determinado n\u00famero de\npessoas. Por isso, o crit\u00e9rio \u201cn\u00famero de potenciais entrevistados\u201d passa a ser\nmais importante e da\u00ed h\u00e1 desvios.  Eu prefiro pedir aos meus amigos para\nme ajudarem a fazer o recrutamento, dando a eles a chance de enviar um email\ncom o convite para preencher um formul\u00e1rio dentro do mesmo.  Em geral,\ntenho mais sucesso em recrutar o tipo de pessoa que procuro para fazer a\npesquisa. Aqui h\u00e1 um exemplo de\nCarta Convite para participar de pesquisa.<\/a><\/p>\n\n\n\n

    Quanto ao\nQuestion\u00e1rio, passada a parte de perfil s\u00f3cio-demogr\u00e1fico, as perguntas devem\nser o mais simples e diretas poss\u00edvel e devem excluir pessoas que n\u00e3o atendem\naos crit\u00e9rios: usar ou n\u00e3o aplicativos, usar um determinado sistema\noperacional, entre tantas outras coisa que \u00e9 poss\u00edvel pedir.<\/p>\n\n\n\n

    Para\nfacilitar o processo de recrutamento, uma vez que as perguntas estiverem\nprontas e aprovadas pelo cliente, \u00e9 sempre recomend\u00e1vel colocar as mesmas em\numa ferramenta de pesquisa online, tal como Google Forms ou SurveyMonkey. \n\u00c9 importante que as respostas possam ser facilmente filtradas e usadas para\ncriar uma agenda que fique dispon\u00edvel para entrevistado e entrevistador.<\/p>\n\n\n\n

    Exemplos?\nQuestion\u00e1rio Filtro Aqui <\/a>e Exemplo de Guia de Pesquisa\nEtnogr\u00e1fica Clique aqui<\/a><\/p>\n\n\n\n

    Agendamento de Entrevistas<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    Antes de\nrealizar a pesquisa, as visitas do usu\u00e1rio devem ser agendadas. Os usu\u00e1rios\nselecionados devem estar fazendo um trabalho de interesse atualmente, devem\npoder fazer com que o pesquisador entre em seu local de trabalho (onde quer que\nele esteja) e devem representar uma ampla gama de diferentes tipos de usu\u00e1rios.\nUma consulta contextual pode coletar dados de apenas 4 usu\u00e1rios (para uma \u00fanica\ntarefa pequena) para 30 ou mais.<\/p>\n\n\n\n

    Lembre-se\nde ligar para confirmar, de informar toda a log\u00edstica da entrevista e de avisar\nque fotos ser\u00e3o tiradas e que haver\u00e1 grava\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo. \u00c9 importante saber se a\npessoa consente ambos e ter um documento com valor legal assinado dando esse\nconsentimento. Clique aqui para obter um template de\nAutoriza\u00e7\u00e3o de Uso de Imagem<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

    H\u00e1 um\nexemplo de Termo de Compromisso\nde N\u00e3o Divulga\u00e7\u00e3o da Imagem<\/a>, que deve ser assinado pelo Pesquisador. \u00c9 uma forma de demonstrar que\ntoda a pesquisa e coleta de materiais est\u00e1 sendo feita dentro de preceitos\n\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n

    Como criar um question\u00e1rio para a Pesquisa\nEtnografica\/An\u00e1lise Contextual?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    A Pesquisa\nEtnografica\/An\u00e1lise Contextual<\/strong> \u00e9 uma forma de pesquisa qualitativa que\ninclui descri\u00e7\u00f5es de pessoas, lugares, idiomas, eventos e produtos. Os dados\ns\u00e3o coletados por meio de observa\u00e7\u00e3o, entrevista, escuta e imers\u00e3o com a menor\nquantidade de distor\u00e7\u00e3o e preconceito. A seguir, uma vis\u00e3o geral das\nentrevistas.<\/p>\n\n\n\n

    Este \u00e9 um\nexemplo de Guia de Pesquisa Etnogr\u00e1fica.
    \nClique aqui Notem que os objetivos s\u00e3o\ndescritos com detalhe, que cada Territ\u00f3rio de Observa\u00e7\u00e3o \u00e9 explicado para o\nentrevistador (para lembrar e dar foco ao perguntar e escutar a resposta). As\nperguntas,por sua vez, s\u00e3o agrupadas em assuntos e seguidas de perguntas de\nchecagem, para ter certeza da veracidade da resposta. <\/p>\n\n\n\n

    Tipos de\nPergunta<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    I. Grand\nTour <\/strong><\/p>\n\n\n\n

    O\nobjetivo da quest\u00e3o do grand tour \u00e9 descobrir os nomes de lugares e objetos,\nconhecer e \/ ou ouvir sobre as pessoas, observar e \/ ou ouvir sobre eventos ou\natividades, e comece a entender como todos esses elementos se inter-relacionam.\n<\/p>\n\n\n\n

    Existem\nquatro tipos de perguntas num Grand Tour: 1) a vis\u00e3o geral, 2) a excurs\u00e3o\nespec\u00edfica, 3) a visita guiada e 4) a excurs\u00e3o grandiosa relacionada \u00e0 tarefa.<\/p>\n\n\n\n

    1. Vis\u00e3o\nGeral<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    Pedimos\nao entrevistado para generalizar e discutir padr\u00f5es de eventos.<\/p>\n\n\n\n

    \u2022 Voc\u00ea\npoderia descrever um dia t\u00edpico no trabalho?<\/p>\n\n\n\n

    \u2022 Voc\u00ea\npoderia me mostrar como voc\u00ea costuma fazer uma caixa?<\/p>\n\n\n\n

    2. Tour\nEspec\u00edfico<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    Perguntamos\nao entrevistado sobre um incidente espec\u00edfico ou o que ele fez em um\ndeterminado dia.<\/p>\n\n\n\n

    \u2022 Voc\u00ea\npoderia descrever o que aconteceu na reuni\u00e3o da diretoria ontem, de come\u00e7o ao\nfim?<\/p>\n\n\n\n

    \u2022\nConte-me sobre a \u00faltima vez que voc\u00ea usou (comprou) o produto X.<\/p>\n\n\n\n

    C. Visita\nguiada<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    Pedimos\nao entrevistado uma visita ao local de trabalho\/local de compra ou para\nacompanh\u00e1-lo enquanto estiver fazendo o trabalho\/a compra.<\/p>\n\n\n\n

    \u2022 Voc\u00ea\npoderia me mostrar a planta? <\/p>\n\n\n\n

    \u2022 Posso\nfazer uma liga\u00e7\u00e3o de vendas com voc\u00ea?<\/p>\n\n\n\n

    D.\nRelacionado \u00e0 Tarefa<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    Pedimos\nao entrevistado para realizar uma tarefa para nos ajudar a entender o contexto.<\/p>\n\n\n\n

    \u2022 Voc\u00ea\npoderia desenhar um fluxograma de como o alum\u00ednio se move atrav\u00e9s da planta, de\nmetal bruto para o produto acabado?<\/p>\n\n\n\n

    \u2022 Posso\nver voc\u00ea usar a m\u00e1quina de corte e fazer perguntas sobre isso depois?<\/p>\n\n\n\n

    II.\nMini-Tour<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    O\nobjetivo de uma quest\u00e3o de mini-tour \u00e9 o mesmo da pergunta do grand tour. A\ndiferen\u00e7a \u00e9 que uma quest\u00e3o de mini-tour lida com um aspecto muito menor da\nexperi\u00eancia. Por exemplo, se voc\u00ea disse a um informante: “Conte-me sobre\num dia t\u00edpico em geral Produtos de Alum\u00ednio “e voc\u00ea ouviu o informante\ndizer uma e outra vez,” Ent\u00e3o eu corro o bobine atrav\u00e9s da m\u00e1quina de\nrecozimento. “Voc\u00ea pode ent\u00e3o decidir fazer uma pergunta sobre mini-tour\ncomo “Descreva o que acontece quando voc\u00ea passa a bobina pela m\u00e1quina de\nrecozimento”. A quest\u00e3o do mini-tour coloca uma lupa em uma atividade ou \u00e1rea\nque voc\u00ea acha que \u00e9 importante.<\/p>\n\n\n\n

    II\nPedindo exemplos atrav\u00e9s de perguntas<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    Exemplos\natrav\u00e9s de perguntas s\u00e3o geralmente criadas ao longo da entrevista etnogr\u00e1fica\/an\u00e1lise\nde contexto<\/strong>. Podemos dizer ao entrevistado: ” Voc\u00ea pode me dar um\nexemplo de seu supervisor pedindo algo dif\u00edcil? Acredite, \u00e9 f\u00e1cil supor que n\u00f3s\ncompartilhamos a mesma id\u00e9ia do que \u00e9 um momento dif\u00edcil \u00e9, mas existem\ndiferen\u00e7as surpreendentes.<\/p>\n\n\n\n


    \nIII. Perguntas sobre Experi\u00eancia <\/strong><\/p>\n\n\n\n

    Perguntas\nsobre experi\u00eancias abertas, tais como “Voc\u00ea poderia me contar sobre\nalgumas experi\u00eancias voc\u00ea j\u00e1 trabalhou na m\u00e1quina xis? ” s\u00e3o um recurso\nusados frequentemente numa s\u00e9rie de perguntas de Grand e de Mini Tour.  As\nquest\u00f5es de experi\u00eancia s\u00e3o dif\u00edceis de responder e geralmente fazem com que os\nentrevistados falem sobre suas experi\u00eancias incomuns, em lugar de contar as\nexperi\u00eancias mais t\u00edpicas.<\/p>\n\n\n\n

    IV.\nPerguntas em outros idiomas<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    Se voc\u00ea \u00e9\nfluente no idioma do entrevistado, voc\u00ea pode tentar fazer a entrevista. Caso\nn\u00e3o sinta seguran\u00e7a completa, por favor, evite cometer erros grosseiros. <\/p>\n\n\n\n

    Quanto\nmais voc\u00ea conseguir que informantes falem sobre o trabalho da maneira como\npensam sobre o trabalho, melhor. Isso lhe dar\u00e1 uma janela sobre como eles\npensam sobre as coisas, bem como fale sobre as coisas e ajudar\u00e1 a estabelecer o\nrapport. Existem tr\u00eas tipos de quest\u00f5es: perguntas de linguagem direta,\nperguntas de intera\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica e perguntas de frases t\u00edpicas.<\/p>\n\n\n\n

    Como realizar a entrevista?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    Uma\nentrevista geralmente tem tr\u00eas fases, que podem n\u00e3o ser formalmente separadas\nna entrevista em si:<\/p>\n\n\n\n

    1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong> – O pesquisador se\n apresenta e pode solicitar permiss\u00e3o para gravar e iniciar a grava\u00e7\u00e3o. O\n pesquisador dever\u00e1 prometer confidencialidade ao usu\u00e1rio e\/ou assinar e\n entregar documento dessa natureza. A seguir, solicitar\u00e1 uma vis\u00e3o geral de\n alto n\u00edvel do trabalho do usu\u00e1rio e consultar\u00e1 o usu\u00e1rio sobre os temas da\n entrevista.<\/li>
    2. Corpo da entrevista<\/strong> – O pesquisador observar\u00e1 o\n trabalho, podendo ou n\u00e3o discutir as observa\u00e7\u00f5es com o usu\u00e1rio. O\n pesquisador tomar\u00e1 notas, geralmente manuscritas, de tudo o que acontece.\n Quem o auxilia dever\u00e1 tirar fotos do ambiente e documentar em v\u00eddeo.<\/li>
    3. Conclus\u00e3o<\/strong> – O pesquisador far\u00e1 um\n agradecimento e dever\u00e1 refor\u00e7ar a import\u00e2ncia dessa contribui\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

      Muito\nimportante: prepare-se para voltar cansado de um dia de entrevistas! \nImposs\u00edvel entrevistar sem ficar exausto dessa troca.<\/p>\n\n\n\n

      Conduzindo a Entrevista<\/strong><\/p>\n\n\n\n

      \u00c9 melhor\npensar na entrevista como uma conversa amig\u00e1vel. Alguns minutos de conversa\ndescontra\u00edda intercalados aqui e ali durante toda a entrevista ajudar\u00e3o no\ndesenvolvimento e manuten\u00e7\u00e3o do rapport ou sintonia entre entrevistado e\nentrevistador. Aqui est\u00e3o algumas dicas de como conseguir deixar seu\nentrevistado confort\u00e1vel:<\/p>\n\n\n\n

      \u00a7 Expresse\nInteresse.<\/strong> Use pistas verbais e n\u00e3o-verbais para informar ao informante que\nvoc\u00ea est\u00e1 interessado no que ele est\u00e1 dizendo e que ele continue.<\/p>\n\n\n\n

      \u00a7 Expresse\nIgnor\u00e2ncia.<\/strong> Mesmo se voc\u00ea j\u00e1 ouviu o que o informante est\u00e1 lhe dizendo,\ntente se certificar de que voc\u00ea mostra interesse e que voc\u00ea gostaria de saber\nmais.<\/p>\n\n\n\n

      \u00a7 Evite\nRepeti\u00e7\u00e3o<\/strong>. Certifique-se de que as perguntas que voc\u00ea est\u00e1 fazendo n\u00e3o\nsejam redundantes.<\/p>\n\n\n\n

      \u00a7 Reveze\nquem domina a conversa.<\/strong> Mesmo que voc\u00ea realmente queira saber mais sobre a pessoa que est\u00e1\nentrevistando, tente garantir que voc\u00ea envolva seu informante em uma conversa\nde m\u00e3o dupla. Virar-se ajuda a manter o encontro equilibrado.<\/p>\n\n\n\n

      \u00a7 Repita\na resposta do entrevistado para ter certeza de que voc\u00ea entendeu bem.<\/strong> N\u00e3o\ntente fazer sua pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o ou parafraseie o que foi dito.<\/p>\n\n\n\n

      Vantagens de realizar a Pesquisa\nEtnogr\u00e1fica\/An\u00e1lise Contextual<\/strong><\/p>\n\n\n\n

      A Pesquisa\nEtnogr\u00e1fica\/An\u00e1lise Contextual<\/strong> oferece as seguintes vantagens sobre outros\nm\u00e9todos de pesquisa do cliente:<\/p>\n\n\n\n

      A\nnatureza aberta da intera\u00e7\u00e3o torna poss\u00edvel revelar conhecimento t\u00e1cito,\nconhecimento sobre o pr\u00f3prio processo de trabalho que os pr\u00f3prios usu\u00e1rios n\u00e3o\nest\u00e3o conscientes. O conhecimento t\u00e1cito tem sido tradicionalmente muito\ndif\u00edcil para os pesquisadores descobrirem.<\/p>\n\n\n\n

      A\ninforma\u00e7\u00e3o produzida pela Pesquisa Etnogr\u00e1fica\/An\u00e1lise Contextual<\/strong> \u00e9\naltamente confi\u00e1vel. Pesquisas e question\u00e1rios assumem que as quest\u00f5es que eles\nincluem s\u00e3o importantes. Os testes de usabilidade tradicionais presumem que as\ntarefas que o usu\u00e1rio \u00e9 solicitado a realizar s\u00e3o relevantes. As consultas\ncontextuais se concentram no trabalho que os usu\u00e1rios precisam realizar, feito\ndo jeito deles – por isso, \u00e9 sempre relevante para o usu\u00e1rio. E como \u00e9 seu\npr\u00f3prio trabalho, os usu\u00e1rios est\u00e3o mais comprometidos com isso do que com uma\ntarefa de amostra.<\/p>\n\n\n\n

      A\ninforma\u00e7\u00e3o produzida pela Pesquisa Etnogr\u00e1fica\/An\u00e1lise Contextual<\/strong> \u00e9\naltamente detalhada. Os m\u00e9todos de marketing, como pesquisas, produzem\ninforma\u00e7\u00f5es de alto n\u00edvel, mas n\u00e3o os dados detalhados de pr\u00e1ticas de trabalho\nnecess\u00e1rios para projetar produtos. \u00c9 muito dif\u00edcil obter esse n\u00edvel de detalhe\nde outra maneira.<\/p>\n\n\n\n

      A Pesquisa\nEtnogr\u00e1fica\/An\u00e1lise Contextual<\/strong> \u00e9 uma t\u00e9cnica muito flex\u00edvel. Pesquisas\nEtnogr\u00e1ficas\/An\u00e1lises Contextuais<\/strong> podem ser realizadas em resid\u00eancias,\nescrit\u00f3rios, salas de cirurgia, autom\u00f3veis, f\u00e1bricas, canteiros de obras,\nt\u00faneis de manuten\u00e7\u00e3o e laborat\u00f3rios de fabrica\u00e7\u00e3o de chips, entre muitos outros\nlugares.<\/p>\n\n\n\n


      \nA Pesquisa Etnogr\u00e1fica\/An\u00e1lise Contextual<\/strong> tem por limita\u00e7\u00e3o principal\nser intensiva em recursos. Algumas vezes \u00e9 necess\u00e1rio viajar para onde o\nentrevistado est\u00e1, \u00e9 preciso dispender algumas horas com cada usu\u00e1rio e,\ndepois, mas algumas horas para interpretar os resultados da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

      Debriefing das Entrevistas<\/strong><\/p>\n\n\n\n

      O\nentrevistador deve conversar com seu parceiro de entrevistas a cada final de\nentrevista.  Se n\u00e3o tiver parceiro, deve gravar ou escrever suas\nprincipais impress\u00f5es ao final de cada entrevista, lembrando que \u00e9 recomend\u00e1vel\nfazer at\u00e9 2 entrevistas por dia, se houver muito deslocamento.<\/p>\n\n\n\n

      Ao final\ndo dia, recomendo reunir os times que estiverem fazendo o trabalho sobre o\nmesmo assunto, para compartilhar experi\u00eancias e n\u00e3o deixar a mem\u00f3ria\nesmaecer.  \u00c9 nesse momento que come\u00e7amos as sess\u00f5es de levantamento de\nModelo Mental, reconhecimento de padr\u00f5es e demais atividades relacionadas ao\nprocesso de inova\u00e7\u00e3o e\/ou Design Thinking.<\/p>\n\n\n\n

      Bibliografia<\/strong><\/p>\n\n\n\n

      BEYER,\nH.; HOLTZBLATT, K. Contextual Design: defining customer-centered\nsystems. San Francisco: Morgan Kaufmann Publishers Inc.<\/strong>, 1997.<\/p>\n\n\n\n

      CRANE, J;\nANGROSINO, M. Field projects in anthropology: a student handbook. 3.\ned. Long Grove, IL: Waveland Press, 1992.<\/p>\n\n\n\n

      HOLTZBLATT,\nK.; BEYER, H. Making customer-centered design work for teams. Communications\nof the ACM<\/strong>, Oct. 1993.<\/p>\n\n\n\n

      HOLTZBLATT,\nK.; BEYER, H. Representing work for the purpose of design: in representations\nof work. HICSS Monograph (Hawaii International Conference on System\nSciences)<\/strong>, Jan. 1994.<\/p>\n\n\n\n

      ROBERTS,\nC.; BYRAM, M.; BARRO, A. …et al. Language learners as ethnographers.\nEUA: Multilingual Matters, 2001.<\/p>\n\n\n\n

      SPRADLEY,\nJ. The ethnographic interview. EUA: IE_Thomson, 1979.<\/p>\n\n\n\n

      WHITESIDE,\nJ.; BENNETT, J.; HOLTZBLATT, K. Usability Engineering: Our Experience and\nEvolution. Handbook of Human Computer Interaction<\/strong>. New York: North\nHolland, 1988. <\/p>\n\n\n\n

       WIXON,\nD.; HOLTZBLATT, K.; KNOX, S. Contextual Design: An Emergent View of System\nDesign. Proceedings of CHI ’90: Conference of Human Factors in\nComputing Systems<\/strong>. Seattle, WA, 1990. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

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