Arquivo de Negócios/Produtos | UXChange Academy https://uxchange.com.br/category/negocios-produtos/ Oferecemos uma educação de qualidade, misturando rigor acadêmico, realidade política das empresas e o “saber fazer” para formar profissionais prontos para a contratação. Mon, 11 Dec 2023 16:42:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://uxchange.com.br/wp-content/uploads/2021/06/icon-32x32.png Arquivo de Negócios/Produtos | UXChange Academy https://uxchange.com.br/category/negocios-produtos/ 32 32 Estratégia e o papel dos profissionais de UX e Produtos https://uxchange.com.br/estrategia-e-o-papel-dos-profissionais-de-ux-e-produtos/ https://uxchange.com.br/estrategia-e-o-papel-dos-profissionais-de-ux-e-produtos/#respond Fri, 08 Dec 2023 00:48:41 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15164 Estratégia e o papel dos profissionais de UX e Produtos Há muito tempo dou palestras e faço lives. Sempre geram muitas perguntas e isso é ótimo, porque serve para eu entender o estado de UX e o ambiente de trabalho, …

O post Estratégia e o papel dos profissionais de UX e Produtos apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Estratégia e o papel dos profissionais de UX e Produtos

Há muito tempo dou palestras e faço lives. Sempre geram muitas perguntas e isso é ótimo, porque serve para eu entender o estado de UX e o ambiente de trabalho, onde o PM faz parte. Ouço tudo atentamente.  Há questões mais pessoais e há críticas, mas o mais constante mesmo é a busca incessante por uma fórmula, um check list que permita verificar se tudo foi feito e pronto.

Algumas coisas me saltam aos olhos: 1) a busca por uma receita de bolo, ou seja, algo que resolva tudo em todas as situações sem esforço cognitivo, 2) as críticas aos profissionais de Produtos e 3) o conformismo de UX no papel de designer executor de ordens.  Se você se sentiu provocado por alguma dessas coisas, calma!  Eu ainda nem comecei a apresentar o que penso!

A busca pela Receita de Bolo pode ser entendida de muitas formas: insegurança de quem está começando e precisa de orientação, uma lista para gerar certeza de que nada foi esquecido, e uma forma de fazer sem pensar, só verificando se fez ou não fez algo que faz parte de um processo. Nem preciso dizer que esta última maneira de abordar o uso da tal lista – framework – canvas, é a pior de todas e a mais frequente nos últimos tempos. Isso significa que quem procura a lista tem pressa, não olha o contexto, não se debruça como deveria sobre o problema e não quer pensar.  Como consequência, essa pessoa se torna menos reflexiva e é menos capaz de resolver problemas complexos, portanto menos atraente para quem contrata e mais fácil de substituir por Inteligência Artificial.

As críticas aos PMs vêm de muitas formas: autoritarismo, pedidos muito “de cima para baixo” (o que significa que os subordinados esperam algum filtro por parte do PM), e pedidos sem fundamento mercadológico.  Quando ouço alguns profissionais dessa área (e da de UX também) vejo uma deficiência clara em coisas básicas: não sabem as metodologias de pesquisa (só conhecem uma e olha lá), confundem termos e criam uma confusão de entendimento (exemplo: usar Discovery como sinônimo da palavra pesquisa), não sabem fazer uma análise de viabilidade de produto no mercado, ou uma análise financeira e muito menos sabem alinhar a estratégia do produto com o portfólio de produtos, com UX, com a Marca. Grande parte do PMs que são criticados, são truculentos. Outra parte é muito mais voltada para a gestão de backlog. Não estou dizendo que são todos assim. Há os excelentes!!  Mas os que são criticados têm algumas das características acima.

Para quem não sabe, minha experiência como PM é longa. Eu precisei me preparar para isso, entendendo como dimensionar oportunidades e custos de produção, publicidade, entre muitas outras coisas. Tive que aprender todas as metodologias de pensamento estratégico, liderança e finanças. Quando migrei para o digital, incorporei o vocabulário de TI, entendi os desafios de cada sistema ou conjunto deles e comecei a pensar TI integrada ao trabalho de criação de produtos.  Na minha cabeça, uma pessoa que faz UX e tem conhecimento de mercado, estratégia e finanças é um PM e é muito valioso para a empresa.

Muitos designers de UX e PMs, quando conversam ou postam nas redes, mostram ter um repertório pequeno de metodologias e fazem uso de práticas de mercado distorcidas pela falta de cuidado em saber os limites entre o “não ser acadêmico” e o ser perigoso! Eu não sei como as empresas confiam no trabalho deles, uma vez que tomam decisões em cima de resultados ou guias sem nenhum fundamento.  Se a gente questionar só um pouquinho, a casa cai.   Podem se aborrecer à vontade.

Por fim a questão do conformismo de muitos designers. Creio que a educação do designer, por acontecer num momento de formação do indivíduo, faz com que ele creia que seu papel é garantir que o belo e o funcional coexistam, e isso é ótimo, mas sem a prevalência do belo sobre a função! E aí começa um drama, porque na vida adulta as despesas aumentam por diversas razões, e o designer, em algum momento, mesmo na sua empresa, vai gerenciar alguém ajudando, vai fazer proposta$$$, vai ter que planejar e controlar o orçamento, entre outras coisas que são gerenciais.  E existe a resistência a se tornar uma pessoa com uma postura mais gerencial. É como se a pessoa tivesse medo de perder esse lado.  Decorrente disto, alguns alunos dizem que preferem ser designers, ou seja, trabalhar nesse lado mais operacional de fazer telas, ou fazer a pesquisa. Pergunto: e se todas essas listas forem incorporadas na Inteligência Artificial e ela passar a fazer seu trabalho, você vai fazer o que?

Creio que a resposta é: vou ser quem decide, e quem decide precisa saber: Finanças, Estratégia e Liderança.

 

 

O post Estratégia e o papel dos profissionais de UX e Produtos apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/estrategia-e-o-papel-dos-profissionais-de-ux-e-produtos/feed/ 0
Problemas ao Gerenciar Produtos https://uxchange.com.br/problemas-ao-gerenciar-produtos/ https://uxchange.com.br/problemas-ao-gerenciar-produtos/#respond Mon, 06 Nov 2023 15:13:13 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15158 Creio que o título: problemas em produtos chamou sua atenção. Se você é PM, PO, ou se é do time de UX vai entender que os problemas são inúmeros, formando uma longa lista que eu certamente não vou conseguir discutir …

O post Problemas ao Gerenciar Produtos apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Creio que o título: problemas em produtos chamou sua atenção. Se você é PM, PO, ou se é do time de UX vai entender que os problemas são inúmeros, formando uma longa lista que eu certamente não vou conseguir discutir num único artigo. Por isso, o foco dessa primeira discussão será o top down que deixa tantos de nós desanimados com a bagunça em direcionar produtos.

De onde vem e como se alimenta o top down? Existem muitas causas, mas se eu tiver que resumir em algo será: ego. Isso mesmo, ego. O ego do qual falo se desdobra em duas grandes dimensões: 1) a certeza de que a pessoa sabe o que quer, o que deve ser feito, ainda que não tenha nada além do tal gut feeling – intuição – anos de experiência e 2) desprezo pelo uso de métodos que são conhecidos de todos, uso de processos que comprovadamente diminuem riscos, mas que essa pessoa insiste em deixar de lado por puro ego.

O primeiro desses aspectos é amparado pelo mito de que quem tem a ideia, principalmente se for empreendedor, é um gênio e que deixar de fazer o que ele / ela pede é correr o risco de ser visto como uma pessoa não-visionária. Esse mito ampara o ego, e permite ignorar todos os alertas sobre: a necessidade de conhecer a competitividade do mercado via Desk Research, saber se a oportunidade é real ou imaginária via Pesquisa Qualitativa, e depois usar as informações para verificar se a oportunidade é rentável, tem baixo custo de desenvolvimento, entre outras coisas.

O segundo aspecto é muito comum dentro de empresas cuja base está em tecnologia, ou em empresas que estão muito pressionadas pela competição. No primeiro caso, o foco de tecnologia é não ter bugs, ser eficiente e eficazes no que compete a TI, esquecendo que todos os métodos sugeridos contribuem para minimizar o risco, porque consideram o cliente ou usuário, ou qualquer outro nome que você queira para denominar quem minimamente considera seu produto. No segundo caso, o problema reside na pressa e na crença de que só o Lean salva, na crença de que ainda é possível ter tempo de errar e corrigir. E é obvio que não salva, porque fica caro e fora do ritmo dos competidores. Óbvio que o ego está no meio da ordem dada. A pessoa não fez a lição de casa, não confrontou a solução com nada, mas acha que a saída é válida e pronto.

Tanto num caso como no outro, precisa dizer que as chances de dar errado são enormes? Há diversos autores que mostram que as consequências nefastas dessa forma de fazer e pensar em produtos (veja as sugestões de leitura). Este serão produtos que nascerão com alto custo para a empresa, para quem trabalha em parir o produto a fórceps e, ao longo do tempo, para o próprio autor dessa “feature mara, ideia genial e não sei mais o que.”

Eu vejo o desânimo dos profissionais de UX ao tentar alertar que os sinais indicam outra direção a tomar, do pessoal de programação, sempre tão pressionados! É de dar dó. Mas a questão que fica para mim é relacionada o novo momento de mercado e mundo que vivemos.

Em tempos bicudos, de escassez de dinheiro na mão de quem compra, gastar muito para obter poucos resultados financeiros é preocupante. Como boa pessoa de negócios, sempre penso no quanto a empresa está perdendo em termos financeiros, de reputação de marca e tem market share. Acho que está na hora de acordar!

Bibliografia recomendada:

LEVITT, D. The Lean Startup” Is Outdated. Drop Everything That Comes From It. Acesso em 02 de Junho de 2023: https://rbefored.com/the-lean-startup-is-outdated-drop-everything-that-comes-from-it-9bebdd328bfd

REIS, Eric. The lean startup. New York: Crown Business, v. 27, p. 2016-2020, 2011.

SCHULTZ, Randall L. The role of ego in product failure. University of Iowa, 2001.

O post Problemas ao Gerenciar Produtos apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/problemas-ao-gerenciar-produtos/feed/ 0
A relação entre Pensamento Sistêmico e a tomada de decisão de negócios https://uxchange.com.br/a-relacao-entre-pensamento-sistemico-e-a-tomada-de-decisao-de-negocios/ https://uxchange.com.br/a-relacao-entre-pensamento-sistemico-e-a-tomada-de-decisao-de-negocios/#respond Mon, 25 Sep 2023 12:52:40 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15150 Muitos alunos, quando chegam aos cursos que eu ministro, ficam em pânico com o pontapé inicial: fazer um desk research. O que eu peço não é trivial, porque não faz parte da educação de designers. Eu peço que entendam a …

O post A relação entre Pensamento Sistêmico e a tomada de decisão de negócios apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Muitos alunos, quando chegam aos cursos que eu ministro, ficam em pânico com o pontapé inicial: fazer um desk research.

O que eu peço não é trivial, porque não faz parte da educação de designers. Eu peço que entendam a dinâmica do mercado, as barreiras de entrada e saída, quem são os competidores nos quais devemos realmente prestar atenção e por aí vai.  Dou aos alunos uma ferramenta muito conhecida em negócios, mas não tão conhecida em design: as 5 forças de Porter.

Existem algumas coisas que me incomodam na apresentação dos trabalhos de Desk Research em todas as turmas. Em primeiro lugar, a incapacidade de fazer o trabalho com curiosidade, com vontade de ver algo novo e desconhecido: o mercado, seus integrantes, as relações de poder. É como se os alunos ficassem paralisados diante da imensidão de informações, o que me leva para o segundo ponto.  Concordo que o volume de informações que aprecem nos resultados do Google é grande, mas e daí?  Que tal olhar as perguntas que acompanham cada uma das forças e segui-las?  Isso ajuda muito a organizar o que foi encontrado.

Obviamente o problema não termina aí.  O maior desafio é fazer sentido daquilo e responder a principal pergunta que habita esse momento de qualquer projeto: para onde deveríamos ir? Traduzindo: o que é mais seguro (de dar lucro) e o que é capaz de causar maior impacto no mercado?

Durante anos fiquei me perguntando o que estava acontecendo nessa hora, por quais razões era tão difícil ver as questões estratégicas que aparecem ao analisarmos o mercado. A resposta que obtive foi: as pessoas não conseguem mais fazer relações entre as coisas, ver quem influencia qual resultado e não conseguem imaginar as consequências de cada oportunidade e/ou tomada de decisão.

Culpo a educação moderna e simplista de muitas escolas por isso. Tudo é ensinado com fórmulas, Canvas e frameworks (aí, como odeio essa palavra!!!), simplificando a vida a uma linha reta e um monte de campos para preencher.  Posso atribuir a falta de visão do todo ao uso exagerado de interfaces administradas por algoritmos, que tornam a vida rasa e simplória, além de autoindulgente. Tudo feito para agradar e colocar cabresto.

A realidade é que os problemas são complexos. Isso significa que há muitos elementos envolvidos no problema, que eles estão interrelacionados, que se eu altero um, a consequência aparece em outro lugar e pode ser uma coisa desastrosa ou maravilhosa.

Foi por isso que eu criei o Curso de Pensamento Sistêmico. Acho que está na hora das pessoas terem uma ferramenta para organizar a cabeça, as informações e visualizarem a complexidade das tomadas de decisão estratégica.

O curso será valioso para jovens UX researchers, UX Strategists, PMs, PDs e profissionais de marketing.

Vejo vocês em Janeiro de 2024!

 

https://www.sympla.com.br/mapas-sistemicos-e-decisoes-em-esg__2165658

O post A relação entre Pensamento Sistêmico e a tomada de decisão de negócios apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/a-relacao-entre-pensamento-sistemico-e-a-tomada-de-decisao-de-negocios/feed/ 0
A ingenuidade por trás do uso da palavra Estratégia https://uxchange.com.br/a-ingenuidade-por-tras-do-uso-da-palavra-estrategia/ https://uxchange.com.br/a-ingenuidade-por-tras-do-uso-da-palavra-estrategia/#respond Mon, 10 Jul 2023 12:04:55 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15117 Segundo Harvard, o termo Estratégia é usado de forma descuidada demais!  Eu observo duas coisas por trás desse descompromisso com a palavra: 1) o desconhecimento de todas as decisões que precisam ser tomadas para criar uma estratégia e 2) o …

O post A ingenuidade por trás do uso da palavra Estratégia apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>

Segundo Harvard, o termo Estratégia é usado de forma descuidada demais!  Eu observo duas coisas por trás desse descompromisso com a palavra: 1) o desconhecimento de todas as decisões que precisam ser tomadas para criar uma estratégia e 2) o uso retórico e pomposo nas frases, como forma de dar importância a algo que está sendo dito.

Estratégia é como nos preparamos para ir do ponto A para o ponto B, considerando que o ponto B é um lugar melhor. Para poder ir, precisaremos de informações (dados e fatos organizados para nos ajudar a tomar decisões), dinheiro (sim custa caro ir de um ponto a outro), ter ideia do tempo que vai levar de um ponto a outro, porque há concorrência (inimigos do nosso plano) e saber se temos pessoas preparadas para executar o plano.

Estar nesse lugar B precisa gerar vantagem competitiva, precisa ser um lugar melhor. Por ser um lugar desejado por mais de um concorrente, certamente teremos muitos concorrentes em pouco tempo e isso torna caro estar nesse lugar de destaque.

Quer saber mais?  Quer aprender a se comportar de forma correta em reuniões com negócios?  Eu tenho o curso certo para você!  Procure pelo Curso de Estratégia ou Liderança.  Ambos irão ajudar você a conseguir o que deseja.

#uxchangeacademy #strategy #uxstrategy

O post A ingenuidade por trás do uso da palavra Estratégia apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/a-ingenuidade-por-tras-do-uso-da-palavra-estrategia/feed/ 0
Métodos de Pesquisa e UX Research – foco em Discovery https://uxchange.com.br/metodos-de-pesquisa-e-ux-research-foco-em-discovery/ https://uxchange.com.br/metodos-de-pesquisa-e-ux-research-foco-em-discovery/#respond Fri, 02 Jun 2023 12:28:19 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15102 Métodos de Pesquisa e UX Research – foco em Discovery A pesquisa de UX, também conhecida como UX Research, é um grande guarda-chuva de diferentes métodos que devem ser utilizados em diferentes momentos do produto, como indicado na Figura 1. …

O post Métodos de Pesquisa e UX Research – foco em Discovery apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Métodos de Pesquisa e UX Research – foco em Discovery

A pesquisa de UX, também conhecida como UX Research, é um grande guarda-chuva de diferentes métodos que devem ser utilizados em diferentes momentos do produto, como indicado na Figura 1.

No universo de UX, a pesquisa existe para guiar tomadas de decisão sobre o combo negócios e interface, gerando mudanças no modelo de negócio – seja no valor a ser entregue ou na forma de gerar receita, e nas decisões que recaem sobre: arquitetura de informação, design, conteúdo e, consequentemente, tecnologia. Neste momento, vou falar especificamente do tal do Discovery.

Discovery quer dizer descoberta em inglês e indica que esse é o momento da busca por uma oportunidade que traga vantagem competitiva real sobre os concorrentes (Figura 2). Portanto, é impossível fazer isso validando uma ideia ou uma tecnologia com perguntas no futuro do pretérito: você compraria, faria, usaria?

Também quer dizer que usar Canvas e frameworks para mapear dores, desejos, e seja lá o que for, sem pesquisa, sem conversar com o cliente, é um risco. Pior é ir em frente com um produto sem ter feito pesquisa alguma. Você deve estar se perguntando, por quais razões usar os canvas e frameworks é arriscado. Pois bem, se todo o preenchimento for feito sem que haja pesquisa ou a pesquisa se limitar a um formulário criado por alguém que recebeu o briefing para validar uma ideia, o problema é enorme. Descobrir algo depende de estarmos abertos a fazer a pesquisa de Discovery usando métodos que permitam escutar o que as pessoas têm a dizer.

Nessas horas, o pessoal que fez cursos de administração de empresas e se especializou em marketing, dirá que a pesquisa de marketing é o método correto, pois usa números para tomar decisões e que essa é a forma certa. Pois bem, eu rebato dizendo que as hipóteses que irão guiar essa pesquisa nasceram do repertório dos profissionais de marketing. Impossível que eles, por mais experientes e numerosos que sejam, tenham o repertório e o modelo mental de quem irá (ou não) usar o produto. No máximo terão seu próprio repertório ou viés, e isso tem levado novos produtos a 80% de falha ao serem lançados. Dados coletados pelos profissionais de escolas como MIT, Harvard e Stanford atestam isso desde 1960 até hoje e os resultados sempre indicam esse número.

Por outro lado, o pessoal que usa o Lean irá dizer que o certo é colocar uma versão mais simples do produto no ar, o mais rapidamente possível, para testar o conceito e coletar dados. Com base nesses resultados, fazer os ajustes necessários no produto e seguir nesse ciclo de testes e correções. Vou ser honesta, gosto da ideia de melhorar continuamente um produto, porém, não sou nada fã da ideia de começar de um lugar onde o ego é o maior guia.

Começar um projeto sem entender as reais intenções de uma pessoa ao fazer algo é arriscar-se demais!  É arriscar horas de trabalho, dinheiro de investidores e a marca numa empreitada às cegas.  Corrigir pequenos erros é compreensível e faz parte do jogo, errar na mosca é outra coisa!  E é isso que a ideia de sair fazendo (que em inglês chama-se Lean) promove.

A questão é que nenhuma das três posturas anteriores se preocupa com as pessoas no que é mais essencial para elas: o que elas realmente procuram quando vão fazer algo.  Vou dar um exemplo simples. Quando alguém vai cortar o cabelo, não está comprando o corte. Isso é o que acontece! A pessoa está querendo ficar bonita, descolada, dizer para si mesma que mercê ser bem cuidada, mas o corte é o meio, não o fim.

Para conhecer seu público, saber quem são, e entender seu propósito, como pensam e organizam o mundo em suas cabeças, é preciso usar métodos adequados. Há alguns anos os investidores preferem projetos criados e orientados com base em pesquisas de Discovery que usam métodos qualitativos: pesquisa etnográfica e/ou Teoria Fundamentada, seguidos de pesquisa quantitativa, também conhecidos como Métodos Mistos.

A Pesquisa Etnográfica é um método que permite observar culturas, objetos e seu caráter simbólico e como pessoas agem no seu cotidiano. Também permite conversar e saber como e porque as pessoas relatam o que relatam nas suas explicações sobre ela – pessoa e o consumo.  Porém, essa é uma metodologia que traz o enorme desafio do não julgamento, exige uma atenção redobrada aos detalhes e depende da qualidade da elaboração do relato, assim como da qualidade do observador.

Teoria Fundamentada é um método que permite estar aberto ao novo, sempre vindo do relato de pessoas. Esses relatos são histórias que, uma vez decupadas, geram padrões que levam às conclusões de onde estão as oportunidades, mas não que características terão em termos de interface. Vale lembrar que há soluções que não são interfaces digitais, mas serviços ou objetos de natureza menos tecnológica.

O mais importante nesta técnica, no entanto, é saber escutar. Escutar significa estar atento a três elementos da Empatia Cognitiva, que foca no Modelo Mental da pessoa. São eles: reações emocionais, pensamentos internos e princípios guia. Isso gera o Modelo Mental e permite visualizar as oportunidades.

 

Referências Bibliográficas:

CRESWELL, John W.; CRESWELL, J. David. Projeto de pesquisa-: Métodos qualitativo, quantitativo e misto. Penso Editora, 2021.

CRESWELL, John W.; POTH, Cheryl N. Qualitative inquiry and research design: Choosing among five approaches. Sage publications, 2016.

CRAWFORD, C. Merle. Marketing research and the new product failure rate. Journal of Marketing, v. 41, n. 2, p. 51-61, 1977.

LADNER, Sam. Practical ethnography: A guide to doing ethnography in the private sector. 2012.

LEVITT, D. The Lean Startup” Is Outdated. Drop Everything That Comes From It. Acesso em 02 de Junho de 2023: https://rbefored.com/the-lean-startup-is-outdated-drop-everything-that-comes-from-it-9bebdd328bfd

REIS, Eric. The lean startup. New York: Crown Business, v. 27, p. 2016-2020, 2011.

SCHULTZ, Randall L. The role of ego in product failure. University of Iowa, 2001.

YOUNG, Indi. Mental models: aligning design strategy with human behavior. Rosenfeld Media, 2008.

YOUNG, Indi. Tempo de Escutar. Clube de Autores 2023.

O post Métodos de Pesquisa e UX Research – foco em Discovery apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/metodos-de-pesquisa-e-ux-research-foco-em-discovery/feed/ 0
Gestão de Produtos Digitais https://uxchange.com.br/gestao-de-produtos-digitais/ https://uxchange.com.br/gestao-de-produtos-digitais/#respond Sun, 07 May 2023 18:02:13 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15034 Curso de Product Management (gravado) Descrição Produtos que mudam o jogo vêm de todos os tipos de empresas e muitas vezes remodelam as indústrias da noite para o dia. Mas o que esses produtos têm em comum? Eles são todos …

O post Gestão de Produtos Digitais apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Curso de Product Management (gravado)

Descrição

Produtos que mudam o jogo vêm de todos os tipos de empresas e muitas vezes remodelam as indústrias da noite para o dia. Mas o que esses produtos têm em comum? Eles são todos criados por Gerentes de Produto (PM) que se concentram nos problemas certos, entendem seu público, tomam decisões inteligentes e priorizam recursos que resultam em Produtos que empolgam seus clientes.

Neste curso, você aprenderá a usar a estrutura do ciclo de vida do produto para gerenciar com sucesso um produto, desde o lançamento até o que ele esteja no mercado, obtendo resultados.

Você vai aprender a:

• Identificar os problemas certos e transformá-los em soluções lucrativas

• Criar um roteiro de produto para transmitir sua visão e estratégia

• Avaliar e priorizar os recursos para o produto

• Aplicar modelos de gerenciamento de produtos aos desafios da vida real

• Exercitar uma mentalidade de gerente de produto para entrar ou avançar em sua carreira

Conteúdo do curso:

O conteúdo do curso equivale a aproximadamente seis horas de vídeos, quatro horas de exercícios e leituras sugeridas.

O curso está dividido em 8 módulos e 3 conteúdos extras.

Módulos

• Módulo 0 – Apresentação do Curso

• Módulo 1 – O que é Product Management e o que é Gerência

• Módulo 2 – Identificação do Problema e Market Fit (parte 1)

• Módulo 3 – Pesquisa para Discovery & Formulação de Hipóteses de como solucionar o problema

• Módulo 4 – Gerando hipóteses de soluções em produtos já existentes com baixa performance

• Módulo 5 – Lançamento

• Módulo 6 – Go-To-Market & Market Fit (parte 2)

• Módulo 7 – Roadmaps

• Módulo 8 – Desenvolvimento

Descontos Exclusivos para acesso a outros cursos gravados

• Desk Research Completo (gravado)

• UX Research: princípios básicos (gravado)

• UX Research para Discovery: Grounded Theory & Mapa de Oportunidades (gravado)

• Analytics & Testes AB (gravado)

• Estratégia de Produtos & Modelos de Negócio (ao vivo, online)

• Liderança (ao vivo, online)

Materiais do Curso:

Todos os módulos são acompanhados de: slides em pdf, artigos para leitura antes de começar o módulo, links com exemplos, e materiais de apoio, para ler na medida de sua vontade de saber mais: artigos acadêmicos, vídeos, entre outros materiais.

Os materiais do curso estão disponíveis para download, para permitir a impressão, estudo e revisão.

As leituras foram projetadas para das a você uma exposição inicial aos tópicos que serão tratados no módulo. Esses artigos e vídeos fornecerão exemplos e perspectivas do mundo real, com casos reais de grandes empresas. Foram escolhidos para fazer você pensar, refletir e trazer perguntas para o Slack.

Por isso, sugerimos que você realmente leia este material antes de começar o módulo. Anote os conceitos ou palavras que não estejam claros para você. Nas gravações das aulas dos módulos nós explicaremos esses conceitos com detalhes e você poderá usar seu conhecimento adquirido no dia a dia.

Acesso ao Slack:

Ao se inscrever você recebe um link para o Slack via email.

O Slack tem um canal exclusivo para os alunos deste curso e permite troca de conhecimento, envio de mais materiais extras, envio de exercícios.

Quem deve se inscrever:

• Engenheiros, desenvolvedores, designers, profissionais de marketing, executivos de vendas, pesquisadores de consumo e outros profissionais em transição para cargos de gerenciamento de produtos.

• Jovens profissionais de várias origens que desejam se tornar Gerentes de Produto.

• Empreendedores com o objetivo de dar vida a ideias e concretizar sua visão.

• Gerentes de Produto Junior que buscam aprofundar seu conhecimento

Acesso ao Curso:

O acesso de vitalício ao curso online começa após o pagamento.

 

O post Gestão de Produtos Digitais apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/gestao-de-produtos-digitais/feed/ 0
Growth Hacking https://uxchange.com.br/growth-hacking/ https://uxchange.com.br/growth-hacking/#respond Sun, 07 May 2023 17:41:32 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15026 Growth Hacking para UX Curso gravado – 4hs de conteúdo em vídeo Acesso aos materiais de apoio e exercícios de forma vitalícia Apoio do Professor via Slack Certificado de Participação Visão Geral Growth hacking é uma forma de trabalhar o …

O post Growth Hacking apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Growth Hacking para UX
  • Curso gravado – 4hs de conteúdo em vídeo
  • Acesso aos materiais de apoio e exercícios de forma vitalícia
  • Apoio do Professor via Slack
  • Certificado de Participação

Visão Geral

Growth hacking é uma forma de trabalhar o crescimento de um serviço ou produto com base em atividades que usam comportamento humano somado a estratégias que tornam as interações melhores. Isso deve fazer com que os indicadores de sucesso mudem para melhor. As ideias podem surgir do contraste dos resultados esperados versus os atuais, gerar hipóteses, que levarão a fazer experimentos e só aí vão gerar mudanças.

Neste curso vamos mostrar:

  • Contexto
  • Desafios das Startups e & Grandes Empresas
  • Métricas
    • CaC & LTV
    • NPS
  • O Conceito de Growth
  • Funil de Growth
    • Aquisição
    • Ativação + Como pensar no Analytics
    • Retenção
    • Referência
    • Lucro ou Monetização
  • Composição do Time de Growth
  • Conclusão

Quem deve fazer o Curso:

• Profissionais de UX que não tenham familiaridade com Marketing

• Profissionais de Marketing que não tenham familiaridade com UX

• Profissionais de TI que não tenham familiaridade com Marketing e/ou UX

Materiais do Curso:

Todos os módulos são acompanhados de: slides em pdf, artigos para leitura antes de começar o módulo, links com exemplos, e materiais de apoio, para ler na medida de sua vontade de saber mais: artigos acadêmicos, vídeos, entre outros materiais.

Os materiais do curso estão disponíveis para download, para permitir a impressão, estudo e revisão.

As leituras foram projetadas para das a você uma exposição inicial aos tópicos que serão tratados no módulo. Esses artigos e vídeos fornecerão exemplos e perspectivas do mundo real, com casos reais de grandes empresas. Foram escolhidos para fazer você pensar, refletir e trazer perguntas para o Slack.

Por isso, sugerimos que você realmente leia este material antes de começar o módulo. Anote os conceitos ou palavras que não estejam claros para você. Nas gravações das aulas dos módulos nós explicaremos esses conceitos com detalhes e você poderá usar seu conhecimento adquirido no dia a dia.

Acesso ao Slack:

Ao se inscrever você recebe um link para o Slack.

O Slack tem um canal exclusivo para os alunos deste curso e permite troca de conhecimento, envio de mais materiais extras, envio de exercícios.

O post Growth Hacking apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/growth-hacking/feed/ 0
Linguagem de Negócios para Designers https://uxchange.com.br/linguagem-de-negocios-para-designers/ https://uxchange.com.br/linguagem-de-negocios-para-designers/#respond Sun, 07 May 2023 17:32:16 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15022 Linguagem de Negócios para Designers (versão gravada) Curso gravado – 2hs35mins de conteúdo em vídeo Acesso aos materiais de apoio e exercícios de forma vitalícia Acesso ao professor através do canal do curso no Slack Certificado de Participação Visão Geral …

O post Linguagem de Negócios para Designers apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Linguagem de Negócios para Designers (versão gravada)
  • Curso gravado – 2hs35mins de conteúdo em vídeo
  • Acesso aos materiais de apoio e exercícios de forma vitalícia
  • Acesso ao professor através do canal do curso no Slack
  • Certificado de Participação

Visão Geral

Os profissionais de UX possuem ferramentas poderosas para entender as pessoas, mas geralmente não possuem as principais habilidades necessárias para navegar e influenciar os ambientes de negócios em que trabalham. Este curso gravado dará início à sua capacidade de “pensar nos negócios”, fornecendo os principais princípios de finanças, estrutura organizacional e estratégia, para que você esteja posicionado para tomar melhores decisões nas configurações de negócios.

Os participantes do Linguagem de Negócios para Designers (Business Thinking for Designers) irão observar os desafios dos negócios sob várias lentes para entender melhor e criar empatia pelo trabalho das partes interessadas.

Você sairá das aulas com:

• Conhecimento de como funcionam os negócios

• Um entendimento de como o UX pode se posicionar de forma estratégica em relação à organização maior e suas equipes multifuncionais, saindo do isolamento das telas ou da pesquisa

• Uma perspectiva clara de como o UX pode ajudar a definir e atender às metas de negócios da empresa

Conteúdo

• Cultivando uma mentalidade de negócios no UX

• Aprofundando a empatia pela empresa

• O significado dos principais indicadores financeiros

• A anatomia da estrutura de uma organização

• Os elementos básicos para identificar e formular uma estratégia corporativa

• Reestruturando nossas práticas de UX com uma mentalidade de negócios

• Otimizando a colaboração multifuncional para atender às metas da empresa

• Exercícios práticos para mostrar o valor de UX em cada etapa

Materiais do Curso:

Todos os módulos são acompanhados de: slides em pdf, artigos para leitura antes de começar o módulo, links com exemplos, e materiais de apoio, para ler na medida de sua vontade de saber mais: artigos acadêmicos, vídeos, entre outros materiais.

Os materiais do curso estão disponíveis para download, para permitir a impressão, estudo e revisão.

As leituras foram projetadas para das a você uma exposição inicial aos tópicos que serão tratados no módulo. Esses artigos e vídeos fornecerão exemplos e perspectivas do mundo real, com casos reais de grandes empresas. Foram escolhidos para fazer você pensar, refletir e trazer perguntas para o Slack.

Por isso, sugerimos que você realmente leia este material antes de começar o módulo. Anote os conceitos ou palavras que não estejam claros para você. Nas gravações das aulas dos módulos nós explicaremos esses conceitos com detalhes e você poderá usar seu conhecimento adquirido no dia a dia.

Acesso ao Slack:

Ao se inscrever você recebe um link para o Slack.

O Slack tem um canal exclusivo para os alunos deste curso e permite troca de conhecimento, envio de mais materiais extras, envio de exercícios.

Quem deve se inscrever:

Profissionais que hoje trabalham com UX Design, Full Stack que desejem melhorar sua presença em reuniões.

O post Linguagem de Negócios para Designers apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/linguagem-de-negocios-para-designers/feed/ 0