Arquivo de UX Research | UXChange Academy https://uxchange.com.br/category/ux-research/ Oferecemos uma educação de qualidade, misturando rigor acadêmico, realidade política das empresas e o “saber fazer” para formar profissionais prontos para a contratação. Mon, 11 Dec 2023 16:42:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://uxchange.com.br/wp-content/uploads/2021/06/icon-32x32.png Arquivo de UX Research | UXChange Academy https://uxchange.com.br/category/ux-research/ 32 32 Estratégia e o papel dos profissionais de UX e Produtos https://uxchange.com.br/estrategia-e-o-papel-dos-profissionais-de-ux-e-produtos/ https://uxchange.com.br/estrategia-e-o-papel-dos-profissionais-de-ux-e-produtos/#respond Fri, 08 Dec 2023 00:48:41 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15164 Estratégia e o papel dos profissionais de UX e Produtos Há muito tempo dou palestras e faço lives. Sempre geram muitas perguntas e isso é ótimo, porque serve para eu entender o estado de UX e o ambiente de trabalho, …

O post Estratégia e o papel dos profissionais de UX e Produtos apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Estratégia e o papel dos profissionais de UX e Produtos

Há muito tempo dou palestras e faço lives. Sempre geram muitas perguntas e isso é ótimo, porque serve para eu entender o estado de UX e o ambiente de trabalho, onde o PM faz parte. Ouço tudo atentamente.  Há questões mais pessoais e há críticas, mas o mais constante mesmo é a busca incessante por uma fórmula, um check list que permita verificar se tudo foi feito e pronto.

Algumas coisas me saltam aos olhos: 1) a busca por uma receita de bolo, ou seja, algo que resolva tudo em todas as situações sem esforço cognitivo, 2) as críticas aos profissionais de Produtos e 3) o conformismo de UX no papel de designer executor de ordens.  Se você se sentiu provocado por alguma dessas coisas, calma!  Eu ainda nem comecei a apresentar o que penso!

A busca pela Receita de Bolo pode ser entendida de muitas formas: insegurança de quem está começando e precisa de orientação, uma lista para gerar certeza de que nada foi esquecido, e uma forma de fazer sem pensar, só verificando se fez ou não fez algo que faz parte de um processo. Nem preciso dizer que esta última maneira de abordar o uso da tal lista – framework – canvas, é a pior de todas e a mais frequente nos últimos tempos. Isso significa que quem procura a lista tem pressa, não olha o contexto, não se debruça como deveria sobre o problema e não quer pensar.  Como consequência, essa pessoa se torna menos reflexiva e é menos capaz de resolver problemas complexos, portanto menos atraente para quem contrata e mais fácil de substituir por Inteligência Artificial.

As críticas aos PMs vêm de muitas formas: autoritarismo, pedidos muito “de cima para baixo” (o que significa que os subordinados esperam algum filtro por parte do PM), e pedidos sem fundamento mercadológico.  Quando ouço alguns profissionais dessa área (e da de UX também) vejo uma deficiência clara em coisas básicas: não sabem as metodologias de pesquisa (só conhecem uma e olha lá), confundem termos e criam uma confusão de entendimento (exemplo: usar Discovery como sinônimo da palavra pesquisa), não sabem fazer uma análise de viabilidade de produto no mercado, ou uma análise financeira e muito menos sabem alinhar a estratégia do produto com o portfólio de produtos, com UX, com a Marca. Grande parte do PMs que são criticados, são truculentos. Outra parte é muito mais voltada para a gestão de backlog. Não estou dizendo que são todos assim. Há os excelentes!!  Mas os que são criticados têm algumas das características acima.

Para quem não sabe, minha experiência como PM é longa. Eu precisei me preparar para isso, entendendo como dimensionar oportunidades e custos de produção, publicidade, entre muitas outras coisas. Tive que aprender todas as metodologias de pensamento estratégico, liderança e finanças. Quando migrei para o digital, incorporei o vocabulário de TI, entendi os desafios de cada sistema ou conjunto deles e comecei a pensar TI integrada ao trabalho de criação de produtos.  Na minha cabeça, uma pessoa que faz UX e tem conhecimento de mercado, estratégia e finanças é um PM e é muito valioso para a empresa.

Muitos designers de UX e PMs, quando conversam ou postam nas redes, mostram ter um repertório pequeno de metodologias e fazem uso de práticas de mercado distorcidas pela falta de cuidado em saber os limites entre o “não ser acadêmico” e o ser perigoso! Eu não sei como as empresas confiam no trabalho deles, uma vez que tomam decisões em cima de resultados ou guias sem nenhum fundamento.  Se a gente questionar só um pouquinho, a casa cai.   Podem se aborrecer à vontade.

Por fim a questão do conformismo de muitos designers. Creio que a educação do designer, por acontecer num momento de formação do indivíduo, faz com que ele creia que seu papel é garantir que o belo e o funcional coexistam, e isso é ótimo, mas sem a prevalência do belo sobre a função! E aí começa um drama, porque na vida adulta as despesas aumentam por diversas razões, e o designer, em algum momento, mesmo na sua empresa, vai gerenciar alguém ajudando, vai fazer proposta$$$, vai ter que planejar e controlar o orçamento, entre outras coisas que são gerenciais.  E existe a resistência a se tornar uma pessoa com uma postura mais gerencial. É como se a pessoa tivesse medo de perder esse lado.  Decorrente disto, alguns alunos dizem que preferem ser designers, ou seja, trabalhar nesse lado mais operacional de fazer telas, ou fazer a pesquisa. Pergunto: e se todas essas listas forem incorporadas na Inteligência Artificial e ela passar a fazer seu trabalho, você vai fazer o que?

Creio que a resposta é: vou ser quem decide, e quem decide precisa saber: Finanças, Estratégia e Liderança.

 

 

O post Estratégia e o papel dos profissionais de UX e Produtos apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/estrategia-e-o-papel-dos-profissionais-de-ux-e-produtos/feed/ 0
Sobre Personas, Arquétipos e formigueiros https://uxchange.com.br/sobre-personas-arquetipos-e-formigueiros/ https://uxchange.com.br/sobre-personas-arquetipos-e-formigueiros/#respond Sat, 04 Nov 2023 13:14:35 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15155 Sobre Personas e Arquétipos Com uma frequência razoável eu ouço profissionais de UX de empresas dizendo: “porque a gente tem as personas dos nossos produtos” e o pessoal de marketing dizendo: “temos buying personas que nos orientam nas ações de …

O post Sobre Personas, Arquétipos e formigueiros apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Sobre Personas e Arquétipos

Com uma frequência razoável eu ouço profissionais de UX de empresas dizendo: “porque a gente tem as personas dos nossos produtos” e o pessoal de marketing dizendo: “temos buying personas que nos orientam nas ações de marketing.”

Essas frases me fazem pensar em muitas coisas: 1) na separação entre áreas, com bastante falta de comunicação entre elas (!), 2) no tipo da informação contida nas tais personas, 3) na qualidade das tomadas de decisão, uma vez que cada área vê uma coisa, ao que parece, diferente.  Por isso, vamos dissecar essas questões.

Existe uma visão de empresas que ainda impera, mas que ficou obsoleta por conta da complexidade dos problemas que enfrentamos nesta segunda década do Século XXI, as hierarquias e separações entre áreas. No início da revolução industrial, a especialização das áreas e a forma de administrar exigiam o controle de cada passo, para fazer com que cada área fosse medida e remunerada de acordo com sua capacidade de olhar seus processos e entregar o solicitado.

Essa divisão era baseada na especialização do trabalho e favorecia (continua a favorecer) a competição entre elas, seja por poder, seja por influência ou mesmo por vaidade. Obviamente, o resultado foi e é a presença de silos de informação, que muitas vezes são usadas como arma, em lugar de ser algo bom a ser compartilhado para o bem comum da empresa e dos grupos. Por esse ponto de vista, os silos de segredos são protegidos pelo time inteiro. Uma pena!

O segundo ponto é sobre a criação das personas.  Ainda é comum a prática de criar as Personas sem fazer pesquisa, sem obter informações reais sobre os potenciais clientes. Vale lembrar que, muitas das pesquisas começam com o pedido de segmentos separados por gênero, idade e classe social, como se esses elementos realmente separassem os grupos.  Meus 43 anos de profissão dizem que não, esses elementos não separam pessoas. Pessoas se unem por formas de pensar e de agir, pelos seus comportamentos. No caso de produtos de consumo, interessa o comportamento de consumo e qual é o conjunto de crenças, raciocínios e emoções que levam uma pessoa a comprar de um jeito específico.  Esse comportamento e jeito de pensar/consumir é chamado de arquétipo.

Uma pesquisa pode gerar até 4 arquétipos diferentes, não mais que isso.  Esses arquétipos, quando bem-feitos, usando toda a potência da informação obtida na pesquisa, são úteis para a empresa toda, em lugar da esquizofrenia de cada área criar a sua!  Pergunto: como pode cada área ter sua persona, se todos servem aos mesmos grupos?  Você pode até argumentar que marketing precisa de mais informações sobre consumo, mas, se isso é verdade, o produto precisa beber da mesma fonte para atender essas personas adequadamente, criando interações que façam sentido!  Portanto, as áreas compartilharem informações é fun-da-men-tal!!  Qualquer outra coisa é vaidade!

O que leva ao terceiro ponto: a qualidade das decisões.  As decisões precisam ser compartilhadas entre áreas, todas as áreas deveriam trabalhar juntas para um único propósito: a sobrevivência dessa empresa em tempos turbulentos, desafiadores e num mercado extremamente competitivo.

Minha sugestão: parem de olhar tudo ao redor de vocês como uma muleta para a vaidade e trabalhem juntos!  Criem um superorganismo, resiliente como um formigueiro e forte como um cupinzeiro!

O post Sobre Personas, Arquétipos e formigueiros apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/sobre-personas-arquetipos-e-formigueiros/feed/ 0
A relação entre Pensamento Sistêmico e a tomada de decisão de negócios https://uxchange.com.br/a-relacao-entre-pensamento-sistemico-e-a-tomada-de-decisao-de-negocios/ https://uxchange.com.br/a-relacao-entre-pensamento-sistemico-e-a-tomada-de-decisao-de-negocios/#respond Mon, 25 Sep 2023 12:52:40 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15150 Muitos alunos, quando chegam aos cursos que eu ministro, ficam em pânico com o pontapé inicial: fazer um desk research. O que eu peço não é trivial, porque não faz parte da educação de designers. Eu peço que entendam a …

O post A relação entre Pensamento Sistêmico e a tomada de decisão de negócios apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Muitos alunos, quando chegam aos cursos que eu ministro, ficam em pânico com o pontapé inicial: fazer um desk research.

O que eu peço não é trivial, porque não faz parte da educação de designers. Eu peço que entendam a dinâmica do mercado, as barreiras de entrada e saída, quem são os competidores nos quais devemos realmente prestar atenção e por aí vai.  Dou aos alunos uma ferramenta muito conhecida em negócios, mas não tão conhecida em design: as 5 forças de Porter.

Existem algumas coisas que me incomodam na apresentação dos trabalhos de Desk Research em todas as turmas. Em primeiro lugar, a incapacidade de fazer o trabalho com curiosidade, com vontade de ver algo novo e desconhecido: o mercado, seus integrantes, as relações de poder. É como se os alunos ficassem paralisados diante da imensidão de informações, o que me leva para o segundo ponto.  Concordo que o volume de informações que aprecem nos resultados do Google é grande, mas e daí?  Que tal olhar as perguntas que acompanham cada uma das forças e segui-las?  Isso ajuda muito a organizar o que foi encontrado.

Obviamente o problema não termina aí.  O maior desafio é fazer sentido daquilo e responder a principal pergunta que habita esse momento de qualquer projeto: para onde deveríamos ir? Traduzindo: o que é mais seguro (de dar lucro) e o que é capaz de causar maior impacto no mercado?

Durante anos fiquei me perguntando o que estava acontecendo nessa hora, por quais razões era tão difícil ver as questões estratégicas que aparecem ao analisarmos o mercado. A resposta que obtive foi: as pessoas não conseguem mais fazer relações entre as coisas, ver quem influencia qual resultado e não conseguem imaginar as consequências de cada oportunidade e/ou tomada de decisão.

Culpo a educação moderna e simplista de muitas escolas por isso. Tudo é ensinado com fórmulas, Canvas e frameworks (aí, como odeio essa palavra!!!), simplificando a vida a uma linha reta e um monte de campos para preencher.  Posso atribuir a falta de visão do todo ao uso exagerado de interfaces administradas por algoritmos, que tornam a vida rasa e simplória, além de autoindulgente. Tudo feito para agradar e colocar cabresto.

A realidade é que os problemas são complexos. Isso significa que há muitos elementos envolvidos no problema, que eles estão interrelacionados, que se eu altero um, a consequência aparece em outro lugar e pode ser uma coisa desastrosa ou maravilhosa.

Foi por isso que eu criei o Curso de Pensamento Sistêmico. Acho que está na hora das pessoas terem uma ferramenta para organizar a cabeça, as informações e visualizarem a complexidade das tomadas de decisão estratégica.

O curso será valioso para jovens UX researchers, UX Strategists, PMs, PDs e profissionais de marketing.

Vejo vocês em Janeiro de 2024!

 

https://www.sympla.com.br/mapas-sistemicos-e-decisoes-em-esg__2165658

O post A relação entre Pensamento Sistêmico e a tomada de decisão de negócios apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/a-relacao-entre-pensamento-sistemico-e-a-tomada-de-decisao-de-negocios/feed/ 0
Como fazer o recrutamento de Pesquisas Qualitativas https://uxchange.com.br/como-fazer-o-recrutamento-de-pesquisas-qualitativas/ https://uxchange.com.br/como-fazer-o-recrutamento-de-pesquisas-qualitativas/#respond Wed, 26 Jul 2023 13:55:20 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15136 Como fazer o recrutamento de pesquisas Muitos profissionais me perguntam como fazer o recrutamento de pesquisas qualitativas. Há dúvidas sobre onde encontrar pessoas dispostas a participar, outras vezes a questão é sobre como “não esgotar a base com tantas pesquisas, …

O post Como fazer o recrutamento de Pesquisas Qualitativas apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Como fazer o recrutamento de pesquisas

Muitos profissionais me perguntam como fazer o recrutamento de pesquisas qualitativas. Há dúvidas sobre onde encontrar pessoas dispostas a participar, outras vezes a questão é sobre como “não esgotar a base com tantas pesquisas, o que já me gera um alerta.

Qual é o problema?  Bem, se sua dúvida é como não cansar as pessoas com pesquisa, isso significa que você está constantemente mandando um questionário (pequeno, médio ou grande) para a base de clientes e via email.  Em outras palavras, você está vendo apenas o ponto de vista de quem já se tornou cliente, mas não está entendendo por quais razões alguém nunca quis ser seu cliente ou o que fez com que clientes abandonassem sua base de clientes.

O segundo ponto de alerta é o simples fato de você mandar uma lista de perguntas para uma base de clientes com a ideia de que esta é uma pesquisa qualitativa.  Pesquisas qualitativas são, por excelência, metodologias que pedem que você converse com pessoas, observe comportamentos em contexto e entenda suas motivações, critérios de escolha, entre outros tipos de observação.

Se você manda um questionário com perguntas abertas para uma base de clientes, fica complicado em termos operacionais compilar as respostas e tirar conclusões sem viés, porque você não tem profundidade e densidade nas respostas escritas. Falta a oportunidade de explorar as razões pelas quais uma resposta foi dada de uma determinada forma. O que você concluir dessa resposta aberta é algo que se chama: alucinar.  Você conclui o que quer, com base no seu repertório, porque a pessoa não está lá.

Para piorar, esse “questionário qualitativo” não pode ser usado em termos quantitativos, porque não é essa sua missão. A César o que é de César.  Quer saber mais?  Leia o artigo abaixo até o final.

 

O Objetivo do Projeto de Pesquisa, a escolha da metodologia e o Recrutamento

 

A escolha do método de pesquisa está subordinada aos objetivos do Projeto de Pesquisa. Isso significa que cada método apresenta vantagens e desvantagens ao abordar um problema de pesquisa em diferentes momentos do produto ou ideia.  Abaixo uma lista de Métodos:

Para entender o contexto de mercado, concorrentes e demais questões estratégicas é sempre bom começar com o Desk Research. Um bom desk é capaz de mapear o quanto é difícil ou fácil se destacar no mercado onde existe intenção de ter um produto ou onde esse produto já está.

Para descobrir oportunidades de negócio é sempre aconselhável fazer ou ter um olhar de Pesquisa Etnográfica somada a Teoria Fundamentada. Na prática isso significa que eu posso escolher um dos métodos ou somar a minha experiência usando as duas metodologias.

Uma pesquisa etnográfica observa contexto de uso, pessoas usando, objetos e artefatos tecnológicos e cultura onde esse uso está inserido. Isso quer dizer que não se faz etnografia via call, fazendo perguntas uma atrás da outra. Isso não é etnografia!!  Você tem que entender a cultura onde essa pessoa e consumo estão inseridos, terá que observar objetos em seus lugares para entender qual importância é dada a ele, deve conversar com a pessoa e entender seus critérios de consumo.

Na Teoria Fundamentada você irá conversar com essa pessoa para entender seu propósito, como se relaciona com esse propósito. Isso significa que tenho que escutar o que a outra pessoa diz e entender sua construção mental do mundo, também chamada de Modelo Mental. A partir dessas conversas surgem os arquétipos/personas e as oportunidades.

Para produtos que já existem, podemos fazer Teste de Usabilidade ou Pesquisa em Profundidade.  Muitas vezes, para otimizar o tempo e a presença de um entrevistado, fazemos a Pesquisa em Profundidade antes do Teste de Usabilidade.

 

Como Recrutar

Para etnografia, sabendo qual o objetivo do projeto, precisamos determinar as características das pessoas com quem queremos conversar. É uma pessoa que consome esse produto? De que forma faz isso?  Isso tem a ver com o que quero saber sobre esse tipo de produto e consumo? Nesse caso posso pedir para amigos indicarem pessoas que usam o produto ou contar com a ajuda de um recrutador profissional.

Se o produto já existir e eu quiser saber como é consumido, posso usar a base de clientes como fonte para recrutamento.

Devo sempre usar um questionário filtro, selecionando, e agendando as entrevistas.  Quer ter acesso a exemplos?  Clique aqui.

Na Teoria Fundamentada, sempre usada para descobrir oportunidades de negócios e produtos, o questionário filtro pede para a pessoa escrever o que pensa sobre o tema da pesquisa. O que eu quero saber é se a pessoa tem opiniões sobre esse tema.  Uma vez que a pessoa consentir participar da pesquisa, é recomendável que a pessoa que irá conversar ligue para quem consentiu, tendo como finalidade verificar se a pessoa é colaborativa e falante ou se vai dar problema.

No caso de Testes de Usabilidade, o fundamental é saber se você quer saber vai falar apenas com os usuários de seu produto ou se vai querer entender usuários que deixaram sua base de clientes, ou ainda entender as razões da pessoa não usar seu produto, se vai comparar o uso de produtos concorrentes ou se quer entender problemas com protótipos.

Cada um desses objetivos vai gerar uma pergunta no seu questionário de recrutamento e vai indicar qual o tipo de usuário que você vai buscar, onde isso vai acontecer, bem como ajudar a criar a pergunta que filtrará quem vai para qual grupo de usuários.

Quer saber o número de entrevistados por Método? Clique Aqui.

Quer aprender mais?  Faça os Curso de UX Research da UX Change Academy!

 

 

O post Como fazer o recrutamento de Pesquisas Qualitativas apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/como-fazer-o-recrutamento-de-pesquisas-qualitativas/feed/ 0
Usando a palavra Discovery fora de hora https://uxchange.com.br/palavras-tem-poder/ https://uxchange.com.br/palavras-tem-poder/#respond Mon, 10 Jul 2023 12:20:42 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15121 Existem modelos que demonstram que toda comunicação tem ruído, que o que eu falo não necessariamente o outro entende da forma como eu tive a intenção, quando falei. E este artigo é sobre o emprego da palavra Discovery ou descoberta …

O post Usando a palavra Discovery fora de hora apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Existem modelos que demonstram que toda comunicação tem ruído, que o que eu falo não necessariamente o outro entende da forma como eu tive a intenção, quando falei. E este artigo é sobre o emprego da palavra Discovery ou descoberta em inglês.

A pesquisa qualitativa me deu a oportunidade de treinar a minha atenção ao que as pessoas falam e como falam, como expressam sua compreensão de mundo. As aulas também me levam a esse lugar de escuta atenta, tentando encontrar o que aflige o aluno e o impede de entender algo.  Some-se a isso o grande exercício que é fazer uma tese de doutorado, escolhendo e definindo termos para explicar um modelo (no meu caso) para uma audiência.  Por muitas razões, portanto, tive que me tornar precisa na escolha de palavras quando falo e ficar muito atenta ao espectro de vocabulário do meu interlocutor, para não falar algo que essa pessoa não tem como entender.

O que eu vejo nas conversas entre profissionais de Produtos e UX é o emprego errado de palavras que carregam um significado e indicam uma metodologia de trabalho. São muitas, mas o foco é Discovery.

Essa palavra foi introduzida no vocabulário de UX através da ferramenta do Duplo Diamante.  Logo no início do primeiro diamante existe alusão ao Discovery ou Descoberta. Descoberta é des-cobrir ou trazer à luz algo que estava fora da visão. No Duplo Diamante é o momento de descobrir oportunidades de negócios que estavam escondidas nos hábitos, nas formas de fazer e pensar das pessoas, nos seus propósitos e desejos de resolver problemas.  Portanto, o Discovery tem relação direta com a Inovação.

Muitos usam essa palavra de forma descuidada (sloppy) demais. Tudo é Discovery!!  Ter um produto no mercado, saber que seu desempenho está ruim e ir em busca da raiz do problema é Discovery, mas não é.  Quando um produto já está no mercado, não estamos em busca de inovação e não vamos usar os métodos de pesquisa de inovação nessa hora! Meu Deus, não!!

Possivelmente a equipe tenha que fazer uma extensa análise de todas as variáveis de preço, logística, competição, comunicação, margem de contribuição e outros aspectos financeiros antes de analisar a interface e identificar se somente algum dos elementos da interface foi capaz de fazer tamanho estrago.

É óbvio que, se você é de UX e está lendo este artigo, você deve estar achando que eu (justo eu) estou relegando UX a um plano menor. Não estou. Mas não posso negar que, achar que tudo é por causa da interface é ingênuo e muito perigoso.  Chamar toda responsabilidade para UX, só se você estiver 100% certo de que a c@g@d@ foi realmente responsabilidade da interface e dos elementos de interação.

A questão é, não use a palavra Discovery fora de hora, fora de contexto, só porque ela soa descolada e dá um ar farialimer e startupeiro à sua fala. É um ato irresponsável e eu sei que está espalhado por aí, tanto quanto schedular e talkei (um horror típico de pessoas que acham lindo ser colonizados, lavar banheiro em outros países).  Para esse momento, use Identificar as Causas do Problema e pronto.

Se tiver interesse em um curso completo de UX Research, procure a Certificação em UX.  Se quiser relembrar alguma metodologia específica, procure nos cursos gravados.

 

O post Usando a palavra Discovery fora de hora apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/palavras-tem-poder/feed/ 0
Métodos de Pesquisa e UX Research – foco em Discovery https://uxchange.com.br/metodos-de-pesquisa-e-ux-research-foco-em-discovery/ https://uxchange.com.br/metodos-de-pesquisa-e-ux-research-foco-em-discovery/#respond Fri, 02 Jun 2023 12:28:19 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15102 Métodos de Pesquisa e UX Research – foco em Discovery A pesquisa de UX, também conhecida como UX Research, é um grande guarda-chuva de diferentes métodos que devem ser utilizados em diferentes momentos do produto, como indicado na Figura 1. …

O post Métodos de Pesquisa e UX Research – foco em Discovery apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Métodos de Pesquisa e UX Research – foco em Discovery

A pesquisa de UX, também conhecida como UX Research, é um grande guarda-chuva de diferentes métodos que devem ser utilizados em diferentes momentos do produto, como indicado na Figura 1.

No universo de UX, a pesquisa existe para guiar tomadas de decisão sobre o combo negócios e interface, gerando mudanças no modelo de negócio – seja no valor a ser entregue ou na forma de gerar receita, e nas decisões que recaem sobre: arquitetura de informação, design, conteúdo e, consequentemente, tecnologia. Neste momento, vou falar especificamente do tal do Discovery.

Discovery quer dizer descoberta em inglês e indica que esse é o momento da busca por uma oportunidade que traga vantagem competitiva real sobre os concorrentes (Figura 2). Portanto, é impossível fazer isso validando uma ideia ou uma tecnologia com perguntas no futuro do pretérito: você compraria, faria, usaria?

Também quer dizer que usar Canvas e frameworks para mapear dores, desejos, e seja lá o que for, sem pesquisa, sem conversar com o cliente, é um risco. Pior é ir em frente com um produto sem ter feito pesquisa alguma. Você deve estar se perguntando, por quais razões usar os canvas e frameworks é arriscado. Pois bem, se todo o preenchimento for feito sem que haja pesquisa ou a pesquisa se limitar a um formulário criado por alguém que recebeu o briefing para validar uma ideia, o problema é enorme. Descobrir algo depende de estarmos abertos a fazer a pesquisa de Discovery usando métodos que permitam escutar o que as pessoas têm a dizer.

Nessas horas, o pessoal que fez cursos de administração de empresas e se especializou em marketing, dirá que a pesquisa de marketing é o método correto, pois usa números para tomar decisões e que essa é a forma certa. Pois bem, eu rebato dizendo que as hipóteses que irão guiar essa pesquisa nasceram do repertório dos profissionais de marketing. Impossível que eles, por mais experientes e numerosos que sejam, tenham o repertório e o modelo mental de quem irá (ou não) usar o produto. No máximo terão seu próprio repertório ou viés, e isso tem levado novos produtos a 80% de falha ao serem lançados. Dados coletados pelos profissionais de escolas como MIT, Harvard e Stanford atestam isso desde 1960 até hoje e os resultados sempre indicam esse número.

Por outro lado, o pessoal que usa o Lean irá dizer que o certo é colocar uma versão mais simples do produto no ar, o mais rapidamente possível, para testar o conceito e coletar dados. Com base nesses resultados, fazer os ajustes necessários no produto e seguir nesse ciclo de testes e correções. Vou ser honesta, gosto da ideia de melhorar continuamente um produto, porém, não sou nada fã da ideia de começar de um lugar onde o ego é o maior guia.

Começar um projeto sem entender as reais intenções de uma pessoa ao fazer algo é arriscar-se demais!  É arriscar horas de trabalho, dinheiro de investidores e a marca numa empreitada às cegas.  Corrigir pequenos erros é compreensível e faz parte do jogo, errar na mosca é outra coisa!  E é isso que a ideia de sair fazendo (que em inglês chama-se Lean) promove.

A questão é que nenhuma das três posturas anteriores se preocupa com as pessoas no que é mais essencial para elas: o que elas realmente procuram quando vão fazer algo.  Vou dar um exemplo simples. Quando alguém vai cortar o cabelo, não está comprando o corte. Isso é o que acontece! A pessoa está querendo ficar bonita, descolada, dizer para si mesma que mercê ser bem cuidada, mas o corte é o meio, não o fim.

Para conhecer seu público, saber quem são, e entender seu propósito, como pensam e organizam o mundo em suas cabeças, é preciso usar métodos adequados. Há alguns anos os investidores preferem projetos criados e orientados com base em pesquisas de Discovery que usam métodos qualitativos: pesquisa etnográfica e/ou Teoria Fundamentada, seguidos de pesquisa quantitativa, também conhecidos como Métodos Mistos.

A Pesquisa Etnográfica é um método que permite observar culturas, objetos e seu caráter simbólico e como pessoas agem no seu cotidiano. Também permite conversar e saber como e porque as pessoas relatam o que relatam nas suas explicações sobre ela – pessoa e o consumo.  Porém, essa é uma metodologia que traz o enorme desafio do não julgamento, exige uma atenção redobrada aos detalhes e depende da qualidade da elaboração do relato, assim como da qualidade do observador.

Teoria Fundamentada é um método que permite estar aberto ao novo, sempre vindo do relato de pessoas. Esses relatos são histórias que, uma vez decupadas, geram padrões que levam às conclusões de onde estão as oportunidades, mas não que características terão em termos de interface. Vale lembrar que há soluções que não são interfaces digitais, mas serviços ou objetos de natureza menos tecnológica.

O mais importante nesta técnica, no entanto, é saber escutar. Escutar significa estar atento a três elementos da Empatia Cognitiva, que foca no Modelo Mental da pessoa. São eles: reações emocionais, pensamentos internos e princípios guia. Isso gera o Modelo Mental e permite visualizar as oportunidades.

 

Referências Bibliográficas:

CRESWELL, John W.; CRESWELL, J. David. Projeto de pesquisa-: Métodos qualitativo, quantitativo e misto. Penso Editora, 2021.

CRESWELL, John W.; POTH, Cheryl N. Qualitative inquiry and research design: Choosing among five approaches. Sage publications, 2016.

CRAWFORD, C. Merle. Marketing research and the new product failure rate. Journal of Marketing, v. 41, n. 2, p. 51-61, 1977.

LADNER, Sam. Practical ethnography: A guide to doing ethnography in the private sector. 2012.

LEVITT, D. The Lean Startup” Is Outdated. Drop Everything That Comes From It. Acesso em 02 de Junho de 2023: https://rbefored.com/the-lean-startup-is-outdated-drop-everything-that-comes-from-it-9bebdd328bfd

REIS, Eric. The lean startup. New York: Crown Business, v. 27, p. 2016-2020, 2011.

SCHULTZ, Randall L. The role of ego in product failure. University of Iowa, 2001.

YOUNG, Indi. Mental models: aligning design strategy with human behavior. Rosenfeld Media, 2008.

YOUNG, Indi. Tempo de Escutar. Clube de Autores 2023.

O post Métodos de Pesquisa e UX Research – foco em Discovery apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/metodos-de-pesquisa-e-ux-research-foco-em-discovery/feed/ 0
Desk Research: como fazer e entregar um bom trabalho https://uxchange.com.br/desk-research-como-fazer-e-entregar-um-bom-trabalho/ https://uxchange.com.br/desk-research-como-fazer-e-entregar-um-bom-trabalho/#respond Sun, 07 May 2023 17:54:06 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15032 Desk Research: como fazer e entregar um bom trabalho Curso gravado – 1hs10mins de conteúdo em vídeo Acesso aos materiais de apoio e exercícios de forma vitalícia Apoio de professor via Slack Certificado de Participação Visão Geral Desk Research é …

O post Desk Research: como fazer e entregar um bom trabalho apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Desk Research: como fazer e entregar um bom trabalho
  • Curso gravado – 1hs10mins de conteúdo em vídeo
  • Acesso aos materiais de apoio e exercícios de forma vitalícia
  • Apoio de professor via Slack
  • Certificado de Participação

Visão Geral

Desk Research é uma técnica de pesquisa que nós usamos sempre e continuamente quando prestamos consultoria interna ou como freelancers.

O resultado deste trabalho deve ser uma visão clara do quão feroz é a competição no mercado, e como os consumidores dão forma a essa competição.

Além disso, conseguimos saber quem são os melhores competidores (Benchmarks) em diversos aspectos!

De posse destas informações, fica mais fácil mapear saídas estratégicas para a empresa, seja pelo aspecto de UX, seja pelo aspecto de negócios.

Conteúdo:

Quando usar a metodologia.

Matriz CSD.

Identificação de fontes confiáveis.

Competidores.

Comportamento de Mercado e Consumidor.

Benchmark.

Análise SWOT.

Como apresentar um bom trabalho de Desk Research.

CONTEÚDO DO CURSO

Desk Research

Aula 1 – Introdução

Aula 2 – Quando Usar

Aula 3 – Metodologia de trabalho

Aula 4 – Recebendo o briefing

Aula 5 – Onde e Como fazer o Desk

Aula 6 – Comportamento do Consumidor

Aula 7 – Competidores

Aula 8 – Benchmark

Aula 9 – Análise SWOT

Exercício

Template Apresentação de Desk Research

Template

Entrega de Desk Research

 

O post Desk Research: como fazer e entregar um bom trabalho apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/desk-research-como-fazer-e-entregar-um-bom-trabalho/feed/ 0
Template de Entrega de Desk Research https://uxchange.com.br/template-de-entrega-de-desk-research/ https://uxchange.com.br/template-de-entrega-de-desk-research/#respond Sun, 07 May 2023 17:47:48 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15030 Aqui você pode baixar um template de apresentação de Desk Research.   CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER

O post Template de Entrega de Desk Research apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Aqui você pode baixar um template de apresentação de Desk Research.

 

O post Template de Entrega de Desk Research apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/template-de-entrega-de-desk-research/feed/ 0
UX Research: Observando objetos e cultura https://uxchange.com.br/ux-research-observando-objetos-e-cultura/ https://uxchange.com.br/ux-research-observando-objetos-e-cultura/#respond Sun, 07 May 2023 17:44:56 +0000 https://uxchange.com.br/?p=15028 (Gravado + apoio professor & Slack) Durante um trabalho de UX Research, em especial Etnografia, é preciso estar atento aos detalhes: objetos, lugares, entre outras coisas. Este material irá ajudá-lo a se organizar.   CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER

O post UX Research: Observando objetos e cultura apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
(Gravado + apoio professor & Slack)

Durante um trabalho de UX Research, em especial Etnografia, é preciso estar atento aos detalhes: objetos, lugares, entre outras coisas. Este material irá ajudá-lo a se organizar.

 

O post UX Research: Observando objetos e cultura apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/ux-research-observando-objetos-e-cultura/feed/ 0
Qual a diferença entre Métodos Mistos e Triangulação? https://uxchange.com.br/qual-a-diferenca-entre-metodos-mistos-e-triangulacao/ https://uxchange.com.br/qual-a-diferenca-entre-metodos-mistos-e-triangulacao/#respond Thu, 04 May 2023 13:19:55 +0000 https://uxchange.com.br/?p=14948 Tenho visto que muitos acadêmicos que estão migrando para Pesquisa e UX falam em Triangulação, e eu sei que existe um outro grupo que está interessado em MÉTODOS MISTOS (nome mais atual de um tipo de pesquisa que inclui a …

O post Qual a diferença entre Métodos Mistos e Triangulação? apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
Tenho visto que muitos acadêmicos que estão migrando para Pesquisa e UX falam em Triangulação, e eu sei que existe um outro grupo que está interessado em MÉTODOS MISTOS (nome mais atual de um tipo de pesquisa que inclui a Triangulação). Então, senta que lá vem a história.

Em 1959 já havia autores advogando o uso de mais de um método para obter resultados melhores. No início de 1980, autores da área de sociologia primeiro, seguidos do pessoal da área de administração de empresas, saúde e educação advogaram pela causa de misturar os métodos qualitativos e quantitativos. Mas foi no final da década de 80 e início da década de 90 que os problemas de pesquisa ficaram mais complicados. Foi essa a época do surgimento de dois conceitos importantes: a Economia de Experiência (Joseph Pine III) e do Marketing de Experiência (Bernd H. Schmitt, 1991).

Em 1991, Mose propõe a triangulação de resultados qualitativa e quantitativa. A triangulação de dados consiste em usar diferentes fontes de dados, sem usar métodos distintos. Neste caso, os dados são coletados em momentos, locais ou com pessoas diferentes.

Mais tarde, Tashakkori e Teddlie, 1998, fazem um longo artigo científico sobre Métodos Mistos, e em 2003 surgem livro e Journal chamando o Método e a área de Métodos Mistos.

O que está por trás dessa necessidade de unirmos os dois métodos de pesquisa não é só o amento da complexidade do comportamento de consumo. O que motivou a academia (primeiro), e depois os profissionais de pesquisa a advogarem a favor dessa união, é que nem o método quantitativo sozinho, nem o método qualitativo sozinho respondem as perguntas que a área de negócios têm e nem ajudam, isoladamente, a tomada de decisão.

Sabe-se há muito tempo, que pesquisas quantitativas têm lá seus problemas e vieses, muito bem documentados no livro de Deborah Stone – Counting: How we use numbers to decide what matters (2020). Neste livro ela faz reflexões sobre como os questionários e a escolha de palavras podem gerar interpretações erradas. Por outro lado, pesquisas qualitativas indicam um caminho, mas não dizem qual o tamanho de uma oportunidade, algo vital para a área de negócios.

Sendo assim, os Métodos Mistos, que unem desde o princípio os métodos qualitativos e quantitativos em um único estudo, são a forma mais adequada de valorizar Pesquisa!

Referências Bibliográficas

CRESWELL, John W.; CLARK, Vicki L. Plano. Pesquisa de Métodos Mistos-: Série Métodos de Pesquisa. Penso Editora, 2015.

LADNER, Sam. Mixed methods: A short guide to applied mixed methods research. (No Title), 2019.

O post Qual a diferença entre Métodos Mistos e Triangulação? apareceu primeiro em UXChange Academy.

]]>
https://uxchange.com.br/qual-a-diferenca-entre-metodos-mistos-e-triangulacao/feed/ 0